1 - Os três SB, transpirando confiança e tranquilidade antes da corrida.
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domingo, 19 de dezembro de 2010
Corrida de São Silvestre de Braga, de 18Dez2010 (2ª mensagem de 3): RESULTADOS
As prestações individuais nesta prova de 10km foram sentidas de forma idêntica entre os três atletas participantes, até porque obtiveram resultados semelhantes, relativamente análogos com os verificados na "1ª Corrida Cidade de Braga" de 9,2km, realizada a 14Fev2010.
Corrida de São Silvestre de Braga, de 18Dez2010 (1ª mensagem de 3): CRÓNICA
Decorreu ontem, dia 18 de Dezembro de 2010, mais uma edição da Corrida de São Silvestre em Braga, com a extensão de 10km, agora regressada, através do ímpeto organizador do Regimento de Cavalaria n.º 6 (R.C. n.º 6), a unidade do Exército Português aquartelada em Braga e com a mais meritória história de defesa do país. Consideramos, portanto, que o R.C. n.º 6 encontrou na organização deste evento uma excelente forma de se aproximar à comunidade envolvente! Exemplo que deveria ser seguido por inúmeras outras organizações, de diversa natureza, e até com muitas mais responsabilidades!
domingo, 21 de março de 2010
20ª Meia-maratona e Mini-maratona de Lisboa, de 21Mar2010 (3ª mensagem, de 3): FOTOGRAFIAS
1 - Antes da corrida, os SB faziam por não se atrasarem para o evento. Perante o olhar atento de sua senhora, Zé ingeria um líquido suspeito.

2 - Enquanto se hidratava, Luís e sua senhora atentavam na condução do senhor maquinista do metropolitano. Aflitos com a perspectiva de não chegarem a tempo do tiro de partida, começariam a entoar o cântico "Senhor chofer, por favor, ponha o pé no acelerador..."
3 - Nuno, ligeiramente abatido por ter tido que se sentar no banco que fica de costas para o sentido em que seguia a carruagem.

2 - Enquanto se hidratava, Luís e sua senhora atentavam na condução do senhor maquinista do metropolitano. Aflitos com a perspectiva de não chegarem a tempo do tiro de partida, começariam a entoar o cântico "Senhor chofer, por favor, ponha o pé no acelerador..."
3 - Nuno, ligeiramente abatido por ter tido que se sentar no banco que fica de costas para o sentido em que seguia a carruagem.
4 - Já em plena corrida, Nuno e Zé iam furando pelo meio de adversários. À esquerda na foto, um atleta da selecção holandesa desvia o olhar, tentando evitar a desmotivação numa vã tentativa de se desconcentrar dos dois torpedos bracarenses que o ultrapassavam.
5 - Luís, imperial, impunha um ritmo forte ao pelotão que o seguia.
6 - Nuno, na foto em primeiro plano, mantinha a concentração.
7 - Deliciado pelo ritmo que vinha impondo-o, Luís ensaiava o "Vira Minhoto".
8 - Numa fase avançada da prova, Nuno "fazia gato sapato" de Lucas Frick, atleta da selecção do Liechtenstein, tendo-o ultrapassado.
9 - Inspirado pela bandeira nacional, Zé não cedia nem um milímetro na perseguição aos adversários. Ovacionado pelo povo, erguia o polegar agradecendo às massas.
10 - Após 84,3km percorridos pelos Suicidas Brácaros no seu conjunto, as campeãs e os campeões posam para a fotografia, dispondo-se, simbolicamente, de forma a que as suas diferentes alturas evoquem o monte do Sameiro, com Luís fazendo de igreja do Bom Jesus.
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20ª Meia-maratona e Mini-maratona de Lisboa, de 21Mar2010 (2ª mensagem, de 3): RESULTADOS
As prestações individuais nesta meia-maratona foram sentidas de forma idêntica entre os três atletas participantes, dado que os três obtiveram resultados dentro do que esperavam. Não foram todavia, resultados brilhantes, nem sequer recordes individuais, mas era mesmo o que já era esperado, dado que, desde a prova anterior, os SB não treinaram tanto como antes e, além disso, esta Meia-maratona de Lisboa apresentou obstáculos suplementares, já referidos, tais como a dificuldade em ultrapassar atletas ao início, o sol intenso e a monotonia, embora, por outro lado, tenha tido abastecimentos de qualidade.
Expectativas: tendo em conta os tempos obtidos na participação, cerca de dois meses antes, na Meia-maratona de Viana do Castelo, e os treinos efectuados antes desta prova de Lisboa, os SB calculavam que em Lisboa, provavelmente, poderiam obter tempos entre 1h45m e 1h50m.
Prestações individuais: os três atletas fizeram uma prova em que, de uma forma geral, se pode afirmar que confirmaram as (relativamente modestas) expectativas.
O trio começou com uma passada relativamente forte mas obrigatoriamente inconstante, dado que tinham de ultrapassar muita gente, árdua tarefa no meio de milhares de atletas e, inicialmente, iam os três juntos. Porém, após o segundo quilómetro, o trio dividiu-se em dois grupos, pois o Luís foi a seguir os outros dois a escassos metros de distância, tendo no entanto atingido o duo fugitivo ao fim da ponte, quando passavam pelo km4... Todavia, por volta do km5, já se tinha voltado à configuração de um grupo de dois mais um sozinho, com os mesmos protagonistas. O Zé e o Nuno fizeram quase por completo a corrida juntos ou a uma curta distância, desde o início até ao km19.
Atentos ao tempo que demoravam a percorrer cada quilómetro, cedo os atletas perceberam que não era dia nem prova para grandes resultados, pois cada quilómetro era percorrido em cerca de 5min, o que, a ser mantido até ao fim, não seria bom o suficiente para recordes pessoais. Não obstante, os atletas mantiveram uma passada relativamente constante e, reconheça-se, corajosa, dado que, por vezes, parecia que não se aguentaria tal passada até ao fim mas, mesmo assim, os atletas não optaram por se pouparem, o que revela muito valor também porque esta prova, pelo seu percurso constante e invariável a imensos níveis, é uma prova em que o quilómetro seguinte custa sempre mais do que o anterior, desde a partida até à meta e, portanto, o atleta sabe que, o que o espera, será sempre pior do que o que está a sentir e a passar a dado momento (ao contrário doutras provas em que, até por haver uma ou outra subida, há cortes na monotonia e mesmo o esforço suplementar de subir costuma ser compensado com descida a seguir).
Atentos ao tempo que demoravam a percorrer cada quilómetro, cedo os atletas perceberam que não era dia nem prova para grandes resultados, pois cada quilómetro era percorrido em cerca de 5min, o que, a ser mantido até ao fim, não seria bom o suficiente para recordes pessoais. Não obstante, os atletas mantiveram uma passada relativamente constante e, reconheça-se, corajosa, dado que, por vezes, parecia que não se aguentaria tal passada até ao fim mas, mesmo assim, os atletas não optaram por se pouparem, o que revela muito valor também porque esta prova, pelo seu percurso constante e invariável a imensos níveis, é uma prova em que o quilómetro seguinte custa sempre mais do que o anterior, desde a partida até à meta e, portanto, o atleta sabe que, o que o espera, será sempre pior do que o que está a sentir e a passar a dado momento (ao contrário doutras provas em que, até por haver uma ou outra subida, há cortes na monotonia e mesmo o esforço suplementar de subir costuma ser compensado com descida a seguir).
A prova ia decorrendo sempre na mesma toada, até que, ao km19, o sol terá aquecido demais a cabeça de Nuno, que ao ler a placa indicadora do referido quilómetro, foi iludido pela miragem da placa do km20... Ora, pensando que tinha atingido o último quilómetro, Nuno foi buscar energias onde não as pensava ter para percorrer o que, pensava ele, seria o último quilómetro de corrida. Nuno fez realmente um óptimo tempo nesses 1000m... Porém, a frustração foi intensa ao ver a verdadeira placa do km20 e o verdadeiro último quilómetro + 97,5m revelou-se como um dos 1097,5m mais penosos para Nuno e, aí, o mesmo atleta entendeu porque Zé não o tinha seguido quando o viu "disparar". Foi no ponto referido e desta forma que o duo se separou, tendo-se encontrado já depois de terem "cortado" a meta, com tempos idênticos. Luís demorou mais um pouco, terminando a corrida também com uma prestação valorosa, plena da garra que o caracteriza!
Analisando as tabelas abaixo, percebe-se que, nesta prova em que foi batido o record do mundo da Meia-maratona, os três elementos dos Suicidas Brácaros completaram a prova com tempos inferiores à média geral e com mais atletas a acabarem mais lentos do que eles do que atletas mais rápidos, o que revela também que, esta prova, é dirigida sobretudo a amadores, sendo um exemplo nesse sentido.
Se se analisar só o respectivo escalão, o Nuno e o Zé conseguiram-se classificar no primeiro terço dos atletas e o Luís classificou-se sensivelmente a meio..
Se se analisar só o respectivo escalão, o Nuno e o Zé conseguiram-se classificar no primeiro terço dos atletas e o Luís classificou-se sensivelmente a meio..
O Nuno e o Zé foram, em termos médios, aumentando a velocidade à medida que a corrida se ia desenvolvendo, enquanto que o Luís optou pela estratégia oposta.
Informação global; tempos, classificações e velocidades dos atletas:
Classificação geral aqui.
As participantes na Mini-maratona, impossibilitadas de correram como chitas por cerca de 30000 participantes que começaram à sua frente, realizaram um passeio em que não só apreciaram as vistas viveram toda a envolvência festiva, mas também aplicaram a classe que as caracteriza a percorrer os 7km que distava a meta da partida. Vivas à sua participação!
SMS dos atletas:
- Zé: ""
- Luís: "Foi a 1ª ½ Maratona k dei pr mim a pensar se era capaz de a findar. Mta recta esgotou-me, tive d parar,mas cm uma laranja na boa retomei cm 1 smile até a cessar"
- Nuno: "Corremos c/mt sol,como tanto gosto!Ainda não estávamos adaptados,mas deixamos a nossa marca,além de litros de sangue,suor e lágrimas.Sempre a dar-lhe p/frente!"
- Angela: ""
- Patrícia: "Um tanto ou quanto inexplicável. Uma sensação d poder, d liberdade.Um caminhar sentido para a descoberta ds limites k deixa 1 sensação d kerer mais e sempre +…"
- Marta: ""
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Resultados e classificações
20ª Meia-maratona e Mini-maratona de Lisboa, de 21Mar2010 (1ª mensagem, de 3): CRÓNICA
No passado dia 21 de Março de 2010, os Suicidas Brácaros deram as boas vindas à Primavera de uma forma especial: participando na 20ª Meia-maratona de Lisboa e na respectiva mini-maratona!
O contingente masculino, composto pelo Luís, pelo Nuno e pelo Zé derramou litros de suor ao longo dos 21,0975km da Meia-maratona e, desta vez, a Patrícia, a Marta e a Angela não puderam deixar de participar também no evento, na Mini-maratona de 7km!
Tempo: a Primavera trouxe consigo o que sempre se espera, um dia de temperatura agradável e sol. A temperatura estaria no intervalo de 18ºC-23ºC, dependendo da hora e da zona do percurso. Não estando muito calor, a prova decorreu sob raios solares intensos, tendo sido a primeira vez em meses em que os Suicidas Brácaros correram nestas condições, o que naturalmente teve alguma influência negativa na prestação, não pelo calor em si, mas pelo facto de os atletas ainda não estarem adaptados ao mesmo.
Percurso: os percursos da Meia-maratona e da Mini-maratona iniciam-se no mesmo sítio, terminam no mesmo sítio também mas, enquanto que o percurso da Mini-maratona segue o caminho mais curto entre a partida e a meta, o percurso da meia-maratona diverge do outro pouco depois de se sair da ponte 25 de Abril. A partida é na praça das portagens da ponte 25 de Abril, na margem esquerda do rio Tejo (a Sul de Lisboa), sendo que depois o percurso segue pela ponte até Lisboa e, a partir daí, decorre sempre nas vias marginais ao rio. Ora, ao fim da ponte, enquanto que a Mini-maratona segue directamente em direcção à foz, pelo caminho mais curto para o Mosteiro dos Jerónimos (onde se situa a meta), a Meia-maratona, pelo contrário, segue para montante do rio, passando em frente ao centro da cidade, até que dá a volta na zona da Ribeira das Naus, seguindo então depois no sentido da foz, passando alguns quilómetros além do Mosteiro dos Jerónimos, até que dá a volta na zona de Algés e dá volta, no sentido do referido local da meta.
Em termos técnicos, do percurso não constam subidas, excepto na parte inicial, na ponte, uma subida de inclinação completamente negligenciável, que é mais que compensada com a descida da ponte para a marginal ao rio, a partir de onde decorre o percurso é totalmente plano.
É um percurso com bastante beleza, e que permite realmente calcorrear vias impossíveis de percorrer a pé noutro contexto (sobretudo o troço da ponte 25 de Abril, que é de auto-estrada), pelo que constitui uma oportunidade única de apreciar perspectivas visuais surpreendentes, que até mereceriam muito mais vagar para apreciar convenientemente.
Todavia, o facto de o percurso, após a ponte, decorrer por longas rectas sem inclinação, ainda que em locais bonitos, e reconhecendo que isso é um ponto positivo para a prova do ponto de vista de características de competição, a verdade é que causa a instalação de uma desmotivante monotonia, que nesta prova como em nenhuma outra das poucas em que já participámos se fez notar. Talvez a nós esse facto nos tenha afectado mais do que à generalidade dos participantes, talvez por sermos de Braga, onde treinamos ao longo de percursos imensamente variados, podendo fazer opções por percursos planos ou por percursos acidentados ou então por percursos urbanos ou rurais, enfim, podendo optar por percursos com imensas características diferentes... E, dado que realmente assim o fazemos, não estamos habituados a que se instale a monotonia, mas a verdade é que este é apenas mais um factor com o qual temos de contar e de saber enfrentar.
Aqui está o percurso da meia-maratona, pronto para ser descarregado em inúmeros formatos.
De referir ainda um facto...
- Esta prova é uma festa, com tantos milhares de participantes. Porém, em consequência de haver tantos atletas, os primeiros 3km quilómetros de prova, até se passar a ponte, são percorridos de forma pouco eficiente, pois não obstante a ponte ser muito larga e com muitas faixas, tal largura não é suficiente para que tantos atletas, numa fase inicial em que ainda estão todos próximos, consigam correr ao seu ritmo, pois constantemente tem de se ultrapassar gente, por todos os lados, o que cansa mais (tem de se dar muitos sprints rápidos) e adia o encontro do ritmo de cada um.
Quanto à ORGANIZAÇÃO DA PROVA, vamos analisá-la por partes, classificando cada ponto cuja análise se segue numa escala de 1 a 10:
- Preço: 12€ pela inscrição com antecedência, no primeiro período de inscrições, pareceria-nos adequado, tendo em conta as contrapartidas. No entanto, esta é uma prova que, tal como qualquer outra coisa, boa ou má, que se faça em lisboa ou porto, tem logo uma visibilidade extrema oferecida e tem imensos e poderosos patrocinadores. Como tal, o preço é um bocado carote, sobretudo se não nos tivéssemos inscrito meses antes, pois o preço para quem se inscrevia dias antes era de... 17€! E, o que verdadeiramente é tão caro que é ridículo é o preço para a mini-maratona, que era IGUAL ao da meia-maratona! É verdade que os participantes da mini-maratona recebiam as mesmas ofertas que os companheiros da meia-maratona, mas a meia-maratona envolve um percurso maior e mais rigor, logo mais custos também. Mas, olhando apenas ao encontro da procura com a oferta, até podia ser mais de 17€, pois eram cerca de 25000 participantes na mini-maratona. De qualquer modo, preço excessivo. (4v);
- Inscrição: a inscrição tinha de ser efectuada através da impressão do formulário, que se preenchia e entregava numa agência do BANIF, juntamente com o respectivo pagamento. É um processo fácil, porém não tanto como se fosse por internet, como costumam ser as outras provas mas, claro, o processo decorre assim, provavelmente, por exigência do banco patrocinador. (7v);
- Divulgação do evento: a divulgação foi imensa, até porque qualquer coisa que se faça em lisboa ou porto tem logo as televisões todas a falar exaustivamente do evento, ao contrário da ostracização a que o resto do país é votado. Além disso, houve anúncios, mesmo televisivos, e incontáveis outras formas de divulgação. É uma organização imensa, com intenso profissionalismo, pois é uma prova a muitos níveis gigante. (9v);
- Transporte: nesta prova, os participantes, no dia da prova, mediante a apresentação do respectivo dorsal, têm entrada gratuita no metropolitano e no combóio que atravessa o rio Tejo (e, provavelmente, em mais alguns transportes públicos). Até há carruagens suplementares do combóio só para os participantes, porque 30000 pessoas têm que ser transportadas até à partida em menos de duas horas, o que é uma tarefa árdua e gigantesca, mas que é eficientemente realizada. (9v) ;
- Levantamento dos dorsais: é efectuado na véspera da prova, numa grande tenda em junto do Museu da Electricidade (provavelmente, devido ao facto de a EDP ser um patrocinador), que se situa a algumas centenas de metros do Mosteiro dos Jerónimos. À entrada, os atletas encontram o seu nome em folhas que indicam o respectivo número do dorsal, para que o possam pedir. Foi um processo rápido, tendo sido entregue o dorsal numa saca de ofertas. Na mesma tenda gigante, havia diversas bancadas de patrocinadores. (7v);
- Animação em torno do local do evento: a animação era uma realidade a que não se conseguia ficar indiferente, tanto na partida como na meta. Na partida, havia música animada e um locutor e, na meta, havia o mesmo e um grande colorido com tantos milhares de participantes. Ao longo da corrida, em alguns pontos, havia bandas que tocavam enquanto os atletas passavam... Umas com músicas mais animadoras do que outras, mas de qualquer forma, uma boa iniciativa. O povo de Lisboa, não tendo afluido em massa às tuas e avenidas do percurso, demonstrou-se simpático para os atletas, embora não com o entusiasmo verificado nas provas em que anteriormente participámos, no Minho. Todavia, o entusiasmo era forte por parte dos atletas, sobretudo dos da Mini-maratona, dado que muitos encaram a participação como uma festa, e era uma festa que se vivia desde a estação de combóios que deixava os atletas perto da partida até ao local da mesma com, por exemplo, atletas com concertinas animando todos os outros! Uma festa! (8v);
- Partida e Meta: tanto a partida como a meta estavam muito bem localizadas. A partida, que tinha de ter espaço para cerca de 30000 pessoas, era a seguir às portagens da ponte 25 de Abril. A meta situava-se após a viragem da via marginal ao rio para o Mosteiro dos Jerónimos, numa rua relativamente larga, após a qual havia muito espaço em jardim e estrada para os milhares de pessoas que iam chegando. Ambas se encontravam bem sinalizadas, não deixando ninguém confuso. (8v);
- Abastecimentos: os abastecimentos desta prova são os melhores que já vimos e que já ouvimos falar. Em primeiro lugar, há muitos abastecimentos. Em segundo, cada abastecimento tem água mas também bebidas isotónicas (ainda por cima, de vários sabores), o que é fantástico e... Muito necessário, pois embora não estivesse uma temperatura muito alta, o sol era muito intenso e os atletas depressa de desidratavam e consumiam as suas reservas de açúcar, pelo que podiam molhar-se com água (que depressa secava) e, no abastecimento seguinte, tomar uma bebida isotónica. Além disso, no último abastecimento, a anteceder o último quilómetro, eram fornecidas laranjas, partidas em quartos, o que é importante para algum reabastecimento nutricional... Mas mais importante seria que fossem fornecidas uns quilómetros antes. De qualquer modo, este é um ponto em que, mais uma vez, a organização tem que ser contemplada com uma nota muito positiva, e que revela também mais uma vez que esta prova é imensamente apoiada por patrocinadores. (9v);
- Informação ao longo da corrida: foi boa, com cada quilómetro assinalado com tabuletas, permitindo aos atletas controlarem o seu ritmo. Ao longo da ponte é que, com tantos atletas, não se viam as placas indicadoras da distância, se é que haviam, pelo que se poderia ter optado por colocar bandeiras em vez de placas, pelo menos nessa zona. Na zona em que o percurso da Meia-maratona divergia do da Mini-maratona, e em que os participantes na Meia-maratona tinham de virar à esquerda em vez de ir em frente, faltava uma sinalização desse facto mais visível, ainda que existisse alguma e estivesse uma pessoa a chamar... Quem se enganava. (7v);
- Ofertas: aquando do levantamento dos dorsais, foi dada, a cada atleta, uma saca de ofertas. Tal saca de ofertas continha: a camisola evocativa do evento (fotos abaixo), uma muito útil mini-bolsa para colocar em volta do pulso ou do braço para levar uma chave ou algo idêntico, uma muito útil pequena faixa fluorescente de pôr em volta do ante-braço para correr à noite, uma bolsinha para levar o telemóvel em caminhada e duas revistas de desporto e bem-estar. A preceder a corrida, no caminho desde a estação onde o combóio nos deixava até à partida, estavam a oferecer bonés vermelhos (publicidade duma operadora de telemóveis), que foram extremamente úteis para milhares de pessoas. Quando os atletas terminaram a prova, foram para a bicha de um gelado (um simples Super-maxi... Saudades do Magnum de 2006) e, depois, tiveram uma saca de ofertas com: uma garrafa de água, uma garrafa de bebida isotónica, uma barra de cereais e um pacote de leite de 200ml (mais valia um sumo ou, então, leite chocolatado). Boas ofertas. (8v).
1 - A frente da camisola.
A Meia-maratona e a Mini-maratona de Lisboa constituem um evento divertido e muito porreiro de participar, repleto de animação. Não obstante, em termos estritamente desportivos, não ser a corrida que mais nos agrada, decerto voltaremos bastantes mais vezes a participar nesta prova e, sempre que possível, em ambas as provas!
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domingo, 14 de fevereiro de 2010
1ª Corrida de Braga, de 14Fev2010 (3ª mensagem, de 3): FOTOGRAFIAS
1 - O trio, estreando as camisetas novas, em grande, na sua terra.
2 - Na partida, os amontoado de atletas, ansiosos. À direita na foto, um batoteiro que, além de se preparar para começar à frente da meta, recorre a uma bicicleta... Depois batem-se recordes, pois batem...
3 - Já na meta, o grande vencedor foi este garoto, que na verdade é um grande homem, pois ganhou a mini-maratona. À direita na foto, o seu avô aplaude-o.
4 - O vencedor da prova de 9,2km, foi o ex-atleta olímpico e ex-atleta do Enorme Sporting Clube de Braga Mário Silva, que atingiu a meta ao fim de 29min03seg. É recebido em apoteose pelo povo. À direita na foto, o seu avô observa-o.
5 - Nuno faz o gesto de "fixe, meu" à fotógrafa, preparando-se para cortar a meta. À direita na foto, o avô de Mário Silva observa-o.
6 - Pleno de garra, Zé executa uma dança tribal, preparando-se para ultrapassar Manuel Monteiro centímetros antes da meta. À direita na foto, o avô de Mário Silva observa-o pelo reflexo dos óculos.
7 - Liderando, destacado, o grupo onde seguia, Luís galopa com a meta em vista. À direita na foto, o avô de Mário Silva observa-o de esguelha, preparando-se para lhe enfiar um chapadão.
8 - Já refeito do esforço, Nuno queixa-se da sua saca de ofertas "deram-vos laranjas, mas a mim deram-me um limão", enquanto lida com o azedume do mesmo.
9 - Feliz pela prova, Zé sorri, confiante que ainda nesse dia se deslocaria à Barbearia Clássica e Histórica para rapar a trunfa.
10 - Apesar de sentido com o avô de Mário Silva, Luís revela a sua tranquilidade, contente pela sua prestação na prova. À direita na foto, um fã dos SB mira Zé, assustando-se perante a desconfiança que Zé se prepararia para cortar o cabelo à máquina, em casa, em vez de ir à Barbearia Clássica e Histórica.
2 - Na partida, os amontoado de atletas, ansiosos. À direita na foto, um batoteiro que, além de se preparar para começar à frente da meta, recorre a uma bicicleta... Depois batem-se recordes, pois batem...
3 - Já na meta, o grande vencedor foi este garoto, que na verdade é um grande homem, pois ganhou a mini-maratona. À direita na foto, o seu avô aplaude-o.
4 - O vencedor da prova de 9,2km, foi o ex-atleta olímpico e ex-atleta do Enorme Sporting Clube de Braga Mário Silva, que atingiu a meta ao fim de 29min03seg. É recebido em apoteose pelo povo. À direita na foto, o seu avô observa-o.
5 - Nuno faz o gesto de "fixe, meu" à fotógrafa, preparando-se para cortar a meta. À direita na foto, o avô de Mário Silva observa-o.
6 - Pleno de garra, Zé executa uma dança tribal, preparando-se para ultrapassar Manuel Monteiro centímetros antes da meta. À direita na foto, o avô de Mário Silva observa-o pelo reflexo dos óculos.
7 - Liderando, destacado, o grupo onde seguia, Luís galopa com a meta em vista. À direita na foto, o avô de Mário Silva observa-o de esguelha, preparando-se para lhe enfiar um chapadão.
8 - Já refeito do esforço, Nuno queixa-se da sua saca de ofertas "deram-vos laranjas, mas a mim deram-me um limão", enquanto lida com o azedume do mesmo.
9 - Feliz pela prova, Zé sorri, confiante que ainda nesse dia se deslocaria à Barbearia Clássica e Histórica para rapar a trunfa.
10 - Apesar de sentido com o avô de Mário Silva, Luís revela a sua tranquilidade, contente pela sua prestação na prova. À direita na foto, um fã dos SB mira Zé, assustando-se perante a desconfiança que Zé se prepararia para cortar o cabelo à máquina, em casa, em vez de ir à Barbearia Clássica e Histórica.
1ª Corrida de Braga, de 14Fev2010 (2ª mensagem, de 3): RESULTADOS
As prestações individuais nesta prova de 9,2km foram sentidas de forma idêntica entre os três atletas participantes, até porque obtiveram resultados semelhantes.
Expectativas: tendo em conta dois treinos previamente efectuados pelo Nuno e pelo Luís no percurso da prova, os SB traçaram a previsão/objectivo de completar os 9,2km da "1ª Corrida de Braga" num intervalo de tempo entre os 40min e os 42min. Sendo os SB, em termos de atletismo, ainda um grupo que vale mais pela sua união, forma de estar e espírito com que tudo encara, do que por uma excelente condição física (sobretudo porque o treino delineado ainda não pode ser uma realidade para os seus elementos), os objectivos, sendo exigentes, não são ainda os de atingir tempos muitos bons, mas os de estabelecermos registos que cada vez mais nos consigam impelir a melhorar.
Prestações individuais: os três atletas fizeram uma prova em que confirmaram e até ultrapassaram as expectativas, dado que os três terminaram a prova em menos de 42min e o Nuno baixou dos 40min.
O trio começou com uma passada relativamente forte e, inicialmente, iam os três juntos. Porém, após o primeiro quilómetro, o trio dividiu-se em dois grupos, pois o Luís foi a seguir os outros dois a escassos metros de distância. O Zé e o Nuno fizeram grande parte da corrida juntos e foi juntos que completaram a meia prova em cerca de 19min30seg, um tempo que fazia adivinhar uma boa prova. Por essa altura, o Luís continuava em bom ritmo, embora já mais afastado.
Já na segunda volta ao circuito, ao km 6,8, no abastecimento, um facto infeliz para Zé provocaria a separação do duo: Nuno ia 2m à frente de Zé e conseguiu receber convenientemente a garrafa de água, enquanto que Zé, quando se preparava para receber a garrafa, foi surpreendido pelo colaborador que, no último instante, voltou atrás na decisão de dar a garrafa ao Zé para ir atrás dum outro atleta que tinha deixado cair a sua, socorrendo-o, mas prejudicando o Zé e outros atletas em vários segundos, além de lhes quebrar o ritmo.
Nuno continuou e não foi mais alcançado por Zé, até porque depois da descida que se seguia, apresentava-se a dura subida da Rua de Santo Adrião, um troço muito complicado para alcançar quem quer que seja.
Numa prova em que o ritmo cardíaco bate sempre à volta das 180 vezes por minuto, um facto foi comum ao trio dos SB: ainda que já separados por completo, os três elementos conseguiram fazer excelentes sprints no final, em plano, tanto na recta da meta como na recta que lhe antecedeu, ou seja, ao longo da Avenida Central.
Analisando as tabelas abaixo, percebe-se que os três elementos dos Suicidas Brácaros completaram a prova com tempos inferiores à média geral e, se se analisar só o respectivo escalão, o Nuno e o Zé conseguiram um tempo mais rápido que a média e o Luís um tempo praticamente na média (apenas mais 6seg), o que demonstra que os SB estão já a um nível satisfatório, dado que atingem e até conseguem melhor que os resultados médios atingidos, e numa prova que contou com muitos atletas federados.
O trio começou com uma passada relativamente forte e, inicialmente, iam os três juntos. Porém, após o primeiro quilómetro, o trio dividiu-se em dois grupos, pois o Luís foi a seguir os outros dois a escassos metros de distância. O Zé e o Nuno fizeram grande parte da corrida juntos e foi juntos que completaram a meia prova em cerca de 19min30seg, um tempo que fazia adivinhar uma boa prova. Por essa altura, o Luís continuava em bom ritmo, embora já mais afastado.
Já na segunda volta ao circuito, ao km 6,8, no abastecimento, um facto infeliz para Zé provocaria a separação do duo: Nuno ia 2m à frente de Zé e conseguiu receber convenientemente a garrafa de água, enquanto que Zé, quando se preparava para receber a garrafa, foi surpreendido pelo colaborador que, no último instante, voltou atrás na decisão de dar a garrafa ao Zé para ir atrás dum outro atleta que tinha deixado cair a sua, socorrendo-o, mas prejudicando o Zé e outros atletas em vários segundos, além de lhes quebrar o ritmo.
Nuno continuou e não foi mais alcançado por Zé, até porque depois da descida que se seguia, apresentava-se a dura subida da Rua de Santo Adrião, um troço muito complicado para alcançar quem quer que seja.
Numa prova em que o ritmo cardíaco bate sempre à volta das 180 vezes por minuto, um facto foi comum ao trio dos SB: ainda que já separados por completo, os três elementos conseguiram fazer excelentes sprints no final, em plano, tanto na recta da meta como na recta que lhe antecedeu, ou seja, ao longo da Avenida Central.
Analisando as tabelas abaixo, percebe-se que os três elementos dos Suicidas Brácaros completaram a prova com tempos inferiores à média geral e, se se analisar só o respectivo escalão, o Nuno e o Zé conseguiram um tempo mais rápido que a média e o Luís um tempo praticamente na média (apenas mais 6seg), o que demonstra que os SB estão já a um nível satisfatório, dado que atingem e até conseguem melhor que os resultados médios atingidos, e numa prova que contou com muitos atletas federados.
Informação global; tempos, classificações e velocidades dos atletas:
Classificação geral aqui.
SMS dos atletas:
- Zé: "Corremos na cidade augusta / E com grande excitação / Faltavam era uns km / Não foi grande o esticão"
- Luís: "Corrida de Braga: uma prova e tanto, das que não devem ser julgadas pelas aparências. Tivemos a responsabilidade de representar os S.B. na Cidade-natal."
- Nuno: "A força Bracarense floresceu onde nasceu e só faltou o espumante para festejar. Agradecemos o apoio, pois fomos muito acarinhados. SB: sempre a melhorar!"
1ª Corrida de Braga, de 14Fev2010 (1ª mensagem de 3): CRÓNICA
No passado dia 14 de Fevereiro de 2010, os Suicidas Brácaros tiveram a felicidade de poderem participar numa prova oficial na sua própria terra: na 1ª edição da "Corrida de Braga" (cartaz aqui).
Esta prova, que teria (mas não tinha) 10km, era a oportunidade para os SB se apresentarem a Braga e, para o fazerem em grande estilo, estrearam as suas camisolas oficiais!
Numa cidade de enorme importância como Braga, além das muitas tradições em termos de atletismo que tem (S.C.Braga incontáveis vezes Campeão Europeu de Estrada, organização da Taça dos Campeões Europeus de Corta-mato em Braga no início dos anos 90, etc) e com tantas centenas ou milhares de desportistas amadores, não se admitia que ainda não houvesse uma prova "em termos", direccionada a amadores e entusiastas! É certo que a cidade merecia, pelo menos, uma Meia-maratona mas... Dado que quase nada existia até agora, já foi óptimo realizar-se uma prova destas!... Ainda que organizada por uma empresa de Aveiro, a "Atletica Iberica Organizações Desportivas, Lda" (que julgamos ser a dona do site Atletas.net - praticamente o único sítio onde encontramos qualquer referência à prova) e ainda que praticamente sem divulgação.
Tempo: numa altura do ano fértil em chuva e frio, a chuva, no dia da prova, andou arredada de Braga... Porém, o frio fez-se sentir com muita intensidade, não tanto pela temperatura analisada isoladamente, mas pelo surpreendente vento gélido, de tremer. Embora se tenha tido sorte por não chover (conforme tinha acontecido nos dias anteriores), foi realmente difícil sentir um vento tão gelado que, nem antes nem depois desse dia, voltou a assolar Braga (e mesmo os concelhos vizinhos). De qualquer modo, se os atletas não apanhassem um resfriado, até estavam condições relativamente favoráveis à prática desta prova.
Percurso: quanto ao percurso da "1ª Corrida de Braga", antes de mais, há a registar uma infeliz situação a apontar à Organização, que não tem a ver com o percurso em si, que nos pareceu óptimo, mas com o facto de ter sido sempre divulgado que teria 10km e, depois, verificou-se que tinha apenas 9,2km! Ainda mais grave é, porque não seria difícil completar o percurso com mais 800m com ligeiríssimas perturbações ao trânsito (que, realce-se, nunca durariam mais de 1hora, num Domingo de manhã, de frio), e de seguida apresentamos algumas sugestões, que podem talvez ser aplicadas na segunda edição da prova:
- Se a partida fosse dada na passadeira anterior (N 41º33.105 O 8º25.147, alt.195m), ganhar-se-iam 100m por volta, e continuaria a ter espaço para todos os participantes, mesmo que mais atletas houvesse.
- Se, em vez de se dar a volta acima da viragem para o Estádio 1º de Maio, junto da viragem para o Clube de Caçadores (N 41º32.329 O 8º25.102, alt.195m), se desse imediatamente após o separador central pintado que antecede a rotunda seguinte (N 41º32.174 O 8º25.396, alt.224m), ganhar-se-iam 1300m por volta, e as únicas complicações de trânsito seriam conceder 1 via (numa estrada com 4) para os carros que saíssem do Parque de Campismo em direcção a Nogueira e obrigar quem quisesse aceder ao Clube de Caçadores ou ao bairro do Picoto a tomarem tal percurso pelo Bairro Nogueira da Silva. Porém, nem tanto seria necessário pois, como não se precisaria de 1300m (ou 2600m), mas apenas de 800m para completar os 10km, se se desse a volta imediatamente antes do Parque de Campismo, ganhar-se-iam 740m por volta, ficando apenas a faltar 60m (se apenas de fizesse isso numa volta), que se completariam em qualquer lado, como por exemplo: alterando a partida; ou, na Avenida 31 de Janeiro, virando à direita no ponto (N 41º32.818 O 8º24.834, alt.175m.) e, depois, imediatamente à esquerda e, depois, à esquerda de novo para voltar à referida Avenida, ganhando-se 80m por volta e, portanto, diminuindo a necessidade de prolongar até ao Parque de Campismo o que foi antes referido (diminuindo também, desse modo, a inclinação).
- Outras hipóteses, como utilizando a Rua Beato Miguel Carvalho e a Rua da Restauração, etc.
Obviamente, não sabemos porque é que o percurso não tinha 10km... Se por falta de cuidado, se por falta de vontade e, caso tenha sido esta última hipótese, se terá acontecido por culpa da Organização, se por culpa da Câmara Municipal de Braga ou até se por culpa da polícia. O que sabemos é que, se o percurso tinha 9,2km, devia-se anunciar isso mesmo e, isso, é culpa da Organização!
Relativamente ao percurso propriamente dito, o mesmo consistia em duas voltas quase iguais ao circuito seguinte: "Av. Central - Av. da Liberdade - Largo de São João da Ponte - N101 até à viragem para o Clube de Caçadores - Largo de São João da Ponte - Rua de Santo Adrião - Rua Padre Francisco Almeida - Av. 31 de Janeiro - Senhora-a-Branca - Av. Central".
Ao longo de algumas das principais avenidas da cidade de Braga, é um percurso bonito, sem monotonia (embora contemple a repetição do trajecto) e, não fôssemos nós de Braga, talvez tivéssemos lamentado não ter optado por participar na caminhada, para poder desfrutar verdadeiramente do percurso, ainda que não seja do mais atractivo que se poderia percorrer em Braga. Bonito percurso, na mais bonita e simpática das cidades!
Em termos técnicos, refira-se que se desenrola em óptimo piso mas não é, todavia, fácil, na medida em que contempla diversas subidas e descidas que se sucedem umas às outras, sendo que apenas a Avenida Central constitui o troço plano (apenas cerca de 10% do percurso).
Aqui está o percurso da corrida, pronto para ser descarregado em inúmeros formatos.
De referir ainda quatro factos: um péssimo, dois maus e um bom...
- O facto péssimo: dias após a realização deste evento, elementos dos SB passaram pelo local dos abastecimentos da prova e depararam-se com um cenário ABJECTO: dezenas e dezenas e dezenas de garrafas de água - as garrafas dos abastecimentos da prova - não tinham sido apanhadas e levadas para um ecoponto, mas encontravam-se na berma da estrada! É absolutamente CRIMINOSO que se conspurque a cidade de Braga desta forma! Não sabemos se a culpa é da Organização ou se é da C.M.Braga ou se de terceiros. O que sabemos é que o responsável devia reparar tal erro e pagar severamente por tal irresponsabilidade! ENORME VERGONHA E FALTA DE RESPEITO PELO AMBIENTE E POR BRAGA E PELOS BRACARENSES!
- O primeiro facto mau: os (poucos) cartazes que a Organização colocou no centro do Centro da Cidade, na zona da partida e da meta, dias antes do evento para o promover, ainda lá continuavem semanas depois da prova! Fiquem a saber que o Centro de Braga não é nenhuma lixeira, por isso os Bracarenses exigem respeito. Além disso, uma palavra para o facto de tais cartazes, ainda por cima da forma como estavam colocados, não se coadunarem com a harmonia visual que deveria ser exigida naquela zona da cidade, mas este tipo de questões não são para aqui chamadas e o mal não era dos cartazes, era de quem deixa que o lindo centro do Centro da Cidade mais bonita se transforme num amontoado de tendas e cartazes.
- O segundo facto mau: infelizmente, a Organização não providenciou casas-de-banho portáteis na zona da partida e da meta (apenas estava disponível, pareceu-nos, a casa-de-banho do INATEL, para a qual havia uma grande bicha e não havia informação sobre a mesma). Não compreendemos como não se pensa nisso ou, então, como se espera que as pessoas façam as suas necessidades no jardim. Pois assim tivemos que fazer, depois de esperarmos que um duo de polícias passasse. As mulheres, não sei como fizeram.
- O facto bom: nesta prova, quem se inscrevesse até o fim do mês anterior à prova, ou seja, até ao fim de Janeiro, teria o seu nome (primeiro e último nomes) imprimido no dorsal. É um gesto simpático, que só fica bem, e que todo o atleta gosta. Muito bem.
Quanto à ORGANIZAÇÃO DA PROVA, vamos analisá-la por partes, classificando cada ponto cuja análise se segue numa escala de 1 a 10:
- Preço: 5€ pela inscrição, porque nos inscrevemos até ao fim de Janeiro (ainda que, mais tarde, tenham alargado a data até dias antes da prova) - se assim não fosse, seria 7€ - , não nos parece caro, até porque, como a divulgação foi mínima, não eram decerto esperados muitos participantes, pelo que seria difícil que o preço fosse menor. Porém, pedir o mesmo preço para se participar na caminhada, é despropositado! (7v);
- Inscrição e pagamento: a inscrição foi efectuada por email. Porém, a Organização não se demonstrou realmente muito organizada, dado que, não obstante nos termos inscrito atempadamente e indicando todas as informações pedidas, dias antes da prova recebemos um email da Organização pedindo-nos informação que já tínhamos facultado. Felizmente, não resultou em problemas no dia da prova. O pagamento foi efectuado por Multibanco e o comprovativo teve de ser entregue (não apenas mostrado) aquando do levantamento dos dorsais. Ora, o recibo do meu pagamento não me faz falta a não ser para a ocasião, porém é meu e só me deveriam pedir para ver ou para lhes facultar uma cópia. (6v);
- Divulgação do evento: a divulgação do evento efectivamente constitui um ponto em que a Organização leva mesmo má nota! Tivemos conhecimento do evento ainda em Janeiro, atempadamente, mas através do Emanuel Matos (um atleta de grande fibra, nosso conhecido, que corre pela "Triplagitada", em atletismo, ciclismo, duatlo e triatlo). Se assim não fosse, só teríamos sabido do evento se tivéssemos consultado o site, anteriormente referido, onde encontrámos referência à prova ou então, se tivéssemos passado a pé numa zona muito localizada do Centro da Cidade (perto da partida da prova), onde tínhamos visto meia-dúzia de cartazes alusivos ao evento. Não obstante tão má divulgação, pelo menos na net e junto da sociedade Bracarense, a prova ainda contou com cerca de 400 atletas na modalidade principal, entre os quais muitos galegos. Ponto muito negativo a apontar à Organização, mas também às entidades municipais, que teimam em descurar estes aspectos essenciais de vivência de comunidade! (3v);
- Estacionamento: o estacionamento foi fácil, dado que era uma manhã de Domingo, ainda por cima fria. Quem estivesse disposto a pagar bem para estacionar, teria sempre lugar no subsolo, junto à partida e à chegada; se não, teria de andar um pedaço, mas arranjava lugar. Todavia, a exemplo de todas as outras provas em que já participámos, também desta vez a Organização não considerou pertinente informar os participantes dos melhores sítios para estacionar, ainda que tal facto não seja, logicamente, grave. (7v);
- Levantamento dos dorsais: efectuado no edifício do INATEL, a 50m da partida. Só pecou por não estar devidamente assinalado como sítio de levantamento dos dorsais, mas decorreu rapidamente e sem problemas, no andar da entrada do referido edifício, que tem espaço suficiente. Quanto aos dorsais, nota positiva para o facto de terem o primeiro e o último nome de cada atleta... Embora só para os atletas que se tinham inscrito com antecedência! Todo o atleta gosta! (8v);
- Animação em torno do local do evento: em primeiro lugar, dada a falta de divulgação e o nulo apelo ao entusiasmo colectivo, naturalmente que a população em geral nem sequer soube do evento, quanto mais aliar-se ao mesmo. Não obstante, eram calorosas as reacções dos cidadãos que iam assistindo à passagem dos atletas, o que foi deveras importante, sobretudo nalgumas subidas de grande dificuldade! Além disso, na zona de partida/meta, algumas centenas de pessoas vibraram com o evento. Nesta zona, a animação era efectivamente uma realidade, pois a Organização providenciou música, animador e um palco com animadores de educação física para serem seguidos pelos atletas a fim de efectuarem o aquecimento. No fim da corrida, sob uma tenda insuflável, uma equipa de estudantes de um curso ligado à saúde de uma instituição universitária da região, estavam a fazer rastreios, o que não se enquadra em animação, mas não deixa de ter interesse e importância. (6v);
- Partida e Meta: a partida situava-se a meio da Avenida Central, na passadeira que antecede o ponto em que a Rua de São Gonçalo atinge a referida avenida, seguindo depois pelo túnel em direcção à Avenida da Liberdade, que é percorrida em toda a sua longa extensão descendente. A partida estava, pois, muito bem localizada, a meio de uma avenida do Centro Histórico com duas vias, embora logo à frente o percurso de cingisse a uma via, mas apenas ao longo da descida do túnel. Estava assinalada com um bem visível pórtico insuflável. A meta situava-se a cerca de 200m da partida, em frente à Arcada, na Praça da República, imediatamente antes do chafariz redondo, entre os chafarizes "auxiliares" e estava assinalada com um bem visível pórtico e, ao contrário doutras provas, só havia mesmo um pórtico a assinalar a meta, o que é óptimo, pois não confunde o atleta! Também a localização da meta nos pareceu uma feliz escolha, dado ser no coração da Praça da República, num sítio bonito, agradável e espaçoso e que, além disso, oferece uma recta da meta de categoria, em passeio pedonal. (9v) ;
- Abastecimentos: a organização optou por fornecer apenas água, o que se compreende perfeitamente dado ter sido uma corrida quase sem apoios. A corrida contemplava dois abastecimentos. Como o percurso consistia na repetição de um circuito, ambos os abastecimentos se situavam no mesmo local: acima do Estádio 1º de Maio, onde se invertia a marcha. Porém, não é demais relembrar a incúria com que foi tratado o lixo de garrafas resultante do abastecimento, conforme foi acima descrito. Quanto à forma como os atletas recebiam em mão as garrafas de água, lamentamos que, nesta corrida como noutras, quem dá a água em mão não tenha já as mesas cheias de garrafas prontas a dar aos atletas (nem que arrumem as mesas mais para trás, para os atletas não terem a tentação de irem eles à mesa, correndo o risco de deitar tudo ao chão), provocando atrasos. (7v);
- Informação ao longo da corrida: ao longo da corrida, a informação quilométrica foi nula. Como o percurso consistia na repetição de um circuito, os atletas tiveram noção que iam a meio da corrida quando passaram junto da zona da partida e da meta. A corrida não era, todavia, sujeita a que os atletas saíssem do percurso, estando as viragens bem assinaladas, com alguém a indicar. (6v);
- Ofertas: quando os atletas terminaram a corrida, foi-lhes dada uma saca com ofertas. A mesma, incluía uma garrafa de água de 50cl, uma laranja, uma camisola de manga curta alusiva ao evento e a acarinhada medalha! Tendo em conta a reduzida dimensão da prova e os 5€ de inscrição, pareceu-nos uma saca de ofertas equilibrada. (7v).
A 1ª Corrida de Braga foi um evento que nos entusiasmou sobremaneira, por vários motivos: era na nossa terra, era a primeira corrida numa cidade ávida de eventos destes e com centenas ou milhares de praticantes, era um percurso que poderíamos treinar e que conhecíamos bem e era uma prova em cuja distância estávamos ansiosos por verificar até que ponto corresponderíamos positivamente em contexto oficial.
Esperamos que tenha sido a primeira de incontáveis edições e que as próximas sejam cada vez melhores e, sobretudo, que se corrijam os três graves erros: a descuidada limpeza das garrafas dos abastecimentos, a quase ausência de divulgação e a errada distância do percurso.
Sem dúvida que, sempre que houver corridas deste género (entenda-se: feitas para os cidadãos normais, e não para profissionais) em Braga, os Suicidas Brácaros participarão!
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