Foi pela segunda vez consecutiva que os Suicidas Brácaros, participaram com honra e glória manifestando a sua origem Bracara em terrenos de V.N.Gaia!
O Zé Gusman e o Luís Carlos Lopes pela 2 vez e o Nuno Alpoim pela primeira vez!
O Nuno já ia cauteloso pelos nossos comentários da primeira edição não sobre o percurso da corrida mas a respeito do percurso de Btt. No entanto, o percurso teve alterações e, embora não tenha a suicida descida, a temida subida continuava no percurso,
Subida essa que torna mítica esta prova, que além de ser composta por vários atletas amadores, tem um nível de exigência de técnica e de treino acima da média!
Aproveito agora para postar as classificações por numeração!
Pos.--Dorsal---Atleta-----------------Equipa
49--5307--Nuno Filipe Alpoim--Suicidas Brácaros
50--5296--Zé Gusman---------Suicidas Brácaros
136--5294--Luís Carlos Lopes--Suicidas Brácaros
Total 161 atletas
O Zé no seu melhor melhorou o seu tempo, mas peço-lhe que post o tempo do ano passado e deste ano ou então a posição!
O Luís como era de esperar fez o que o corpo humano e a sua capacidade psicológica permitiu para completar esta exigente prova, tem vindo a piorar os seus tempos, uma vez que não tem oportunidade de treino, mas vai fazendo o que pode para participar sempre nas provas existentes sem nunca desistir, é para fazer, faz-se até ao fim...
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quarta-feira, 9 de maio de 2012
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Trail Serra D'Arga 2011
60 16 Nuno Alpoim - 2:26:13
106 38 José Barbosa - 2:41:47
108 15 Luís Carlos Lopes - 2:41:59
165 41 Pedro Romano - 3:06:19
Foi uma prova e "Brácaros", memorável, já dei os Parabéns pelos
Suicidas Brácaros ao Carlos Sá.Foi uma prova com uma esforço
notável com tal temporal ninguém estava a contar nem sequer
adaptado ainda por cima, em terreno desconhecido e a fazer
Trail que é sempre uma aventura..
Aqui ficam algumas recordações
Vídeo dos 0:55 aos 00:57 aparecemos todos seguidos à esquerda.
Primeiro o Secas, depois o Redes bem juntinho o Tropa e depois o Romano.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Trail Geira / Via Nova Romana 2011
Foi com grande entusiasmo que nos inscrevemos logo de cedo nesta bela prova. Tinha de ser, faz parte da nossa "constituição" e até inspiração para tal existir.

Daí que após o 1º Trail em Alvelos, em que participamos, recebemos o prospeto para uma corrida de 15 km na Geira, pela Via Romana, é hoje com entusiasmo que aqui posto o nosso comentário em geral dos 4 elementos SB que participaram, que são: José B. Gusman, Luís C. Lopes, Nuno F. Alpoim e Pedro Romano.
Foi uma prova tão espetacular, que era para se repetir já no final de semana mais próximo, se houvesse!
Além de ocorrerem alguns erros de orientação por parte do José e do Nuno, ainda conseguiram com muito esforço e luta, recuperarem alguns minutos, além disso, houve necessidades sólidas pelo meio do percurso do "secas" mas, que aguentou até ao final...
Por fim e com nosso espanto, deparamos-nos a mergulhar até quase 80 cm de água no rio Alvito atravessando cerca de 300 mt de pedras salteadas e escondidas por entre as águas turvas e cobertas por verdejantes ervas daninhas, depois passamos por baixo da Ponte Romana de Caldelas e logo se avistou o final da prova.
Para nós Suicidas Brácaros foi uma prova para repetir e para alguns elementos participar desde a Portela do Homem, fazendo o Ultra Trail 50 km.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Corrida de São Silvestre de Braga, de 18Dez2010 (2ª mensagem de 3): RESULTADOS
As prestações individuais nesta prova de 10km foram sentidas de forma idêntica entre os três atletas participantes, até porque obtiveram resultados semelhantes, relativamente análogos com os verificados na "1ª Corrida Cidade de Braga" de 9,2km, realizada a 14Fev2010.
Corrida de São Silvestre de Braga, de 18Dez2010 (1ª mensagem de 3): CRÓNICA
Decorreu ontem, dia 18 de Dezembro de 2010, mais uma edição da Corrida de São Silvestre em Braga, com a extensão de 10km, agora regressada, através do ímpeto organizador do Regimento de Cavalaria n.º 6 (R.C. n.º 6), a unidade do Exército Português aquartelada em Braga e com a mais meritória história de defesa do país. Consideramos, portanto, que o R.C. n.º 6 encontrou na organização deste evento uma excelente forma de se aproximar à comunidade envolvente! Exemplo que deveria ser seguido por inúmeras outras organizações, de diversa natureza, e até com muitas mais responsabilidades!
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Contra Relógio CCB Braga-Pinheiro-Braga
Prova que merece desde já os parabéns pela organização (CCB) que se comporta cada vez mais com mais potencial, o que nem todas conseguem.
Os SB estiveram em GRANDE e, se começarem a consultar a Class. Geral de baixo p/ cima vão ver que SB estão logo no topo.
Foi com grande atitude que participamos no evento e, embora o Redes não estivesse, sentimos a força da sua presença.
-Luís está mais concentrado a observar todo o possível money que estará investido nas bicis que por ali pairam...
-Já o Nuno está satisfeito pela sua prestação e transmite esse mesmo sentimento a todas as fás que por detrás da câmara aguardam a sessão de autógrafos impacientes :)
Queridas fãs desculpem a demora desta postagem...
domingo, 11 de abril de 2010
11ª Meia-maratona Vigo-Baiona, de 11Abr2010 (3ª mensagem, de 3): FOTOGRAFIAS
1 - Zé, em estilo Michael Knight, inclusivé a fazer hasselhoffing.
2 - Nuno, armado em turista de óculos-de-sol pendurados.
2 - Nuno, armado em turista de óculos-de-sol pendurados.
11ª Meia-maratona Vigo-Baiona, de 11Abr2010 (2ª mensagem, de 3): RESULTADOS
Nesta prova, as prestações dos dois atletas dos SB que participaram foram obrigatoriamente sentidas de forma diferente, embora nenhum dos atletas tenha ficado orgulhoso da sua prestação, tendo em conta resultados passados, o que acaba por ser reflexo das contrariedades pelas quais estes dois valorosos atletas passaram para levar longe o nome dos SB, mas também porque o treino relativamente planeado não tem sido uma constante.
Expectativas: tendo noção das dificuldades acrescidas com que contaram no tempo que antecederia a prova, o duo participante não esperava obter um tempo melhor que um registo entre 1h45m e 1h50m. Ambições modestas mas realistas.
Prestações individuais: começaram juntos a prova e assim se mantiveram até que, entre os km 13 e 14, uma má indisposição atacou o sistema digestivo de Zé e, este, foi ficando para trás. Até lá, os dois atletas iam notando que o tempo que estavam a demorar a percorrer cada quilómetro (cerca de 5min10seg) não era o mais desejado, mas que se encontrava em linha com o tempo final que tinham previsto. Uma outra contrariedade se fazia notar: um sol muito intenso, aliado a uma temperatura de cerca de 28ºC, porém, apesar de realmente ter constituído mais um factor dificultador, não nos terá prejudicado tanto como em na anterior prova de Lisboa, dado que desta vez já estávamos mais adaptados. Dado que sensivelmente ao km13 os dois atletas se separaram, importa analisar ambos os casos separadamente.
O Nuno aproveitou relativamente bem (embora não a níveis de passada verificados no passado) a leve descida de alguns quilómetros até à praia América e apenas nos últimos dois quilómetros se viu incapaz de manter a passada, pelo que terminou a prova em sofrimento, mas dentro do tempo esperado.
O Nuno aproveitou relativamente bem (embora não a níveis de passada verificados no passado) a leve descida de alguns quilómetros até à praia América e apenas nos últimos dois quilómetros se viu incapaz de manter a passada, pelo que terminou a prova em sofrimento, mas dentro do tempo esperado.
O Zé foi irremediavel e intensamente afectado pelo já referido desarranjo digestivo, tendo-se visto obrigado a interromper a prova durante alguns minutos para procurar uma casa-de-banho e, felizmente, contou com a simpatia dum outro participante que lhe indicou onde havia uma. Foi pena que Zé se tenha visto impossibilitado de percorrer a prova junto de Nuno até ao fim, pois é muito frustrante participar numa prova tão longa como uma meia-maratona e ser afectado desta forma, mas também porque ambos os atletas dos SB benefíciariam de correrem conjuntamente, pois decerto que, a dois, mesmo os últimos dois quilómetros de Nuno teriam sido mais rápidos e menos sofridos. Não obstante, após se recompôr, Zé percorreu os últimos quilómetros da prova em grande estilo, sempre a ultrapassar atletas (até porque os que, a essa altura, corriam, eram mais lentos que Zé), tendo acabado a prova em 2 horas, o que, pelo descrito, não serve para analisar a sua prestação, pelo que se aconselha uma rápida mas atenta análise das tabelas abaixo, bem mais esclarecedoras.
Em termos comparativos com os outros participantes, os Suicidas Brácaros completaram a prova em tempos mais lentos que mais de metade dos atletas, o que também demonstra que esta prova conta muitos atletas federados, que percorreram a meia-maratona em tempos ainda não possíveis de atingir pelos SB e por outros atletas amadores.
Em termos comparativos com os outros participantes, os Suicidas Brácaros completaram a prova em tempos mais lentos que mais de metade dos atletas, o que também demonstra que esta prova conta muitos atletas federados, que percorreram a meia-maratona em tempos ainda não possíveis de atingir pelos SB e por outros atletas amadores.
Tempos e classificações:
SMS dos atletas:
- Zé: "À Galiza fui correr / Numa corrida à beira-mar / Grande lição fui aprender / Não corro mais sem cagar"
- Nuno: "Os SB estavam derreados,mas felizes pelo Braga e isso,aliado a q estava Portugal em causa,deu-nos forças q pensávamos não ter e p/próxima bateremos nosso record"
11ª Meia-maratona Vigo-Baiona, de 11Abr2010 (1ª mensagem de 3): CRÓNICA
No dia 11 de Abril de 2010, os Suicidas Brácaros participaram pela primeira vez numa prova no estrangeiro: na 11ª edição da Meia-maratona Vigo-Baiona ("Vig-Bay Medio Maratón Gran Bahía Vigo-Nigrán-Bayona"). Embora desfalcados, pois o Zé e o Nuno não puderam ter a companhia sempre animadora do Luís, os SB não quiseram deixar de representar Braga, Minho e Portugal nesta prova realizada a apenas uma hora de caminho de Braga.
Dado que, em Espanha, a diferença horária é de +1hora, a participação nesta prova exigia o esforço suplementar de se acordar pelas 6h da manhã, a fim de se sair de Braga pelas 7h e demorar cerca de 1h10m na viagem, chegando a tempo de procurar estacionamento, de se precaver para atrasos e imprevistos e de se ultimar a logística, nomeadamente levantar os dorsais pelas 8h30m (9h30m espanholas), uma hora antes da partida. Não obstante os dois atletas participantes, no dia anterior, terem, naturalmente, acompanhado o Enorme S.C.Braga na deslocação a Leiria, juntamente com 8000 Bracarenses, de onde vieram regalados com a vitória, e tendo chegado a Braga perto da 1h da manhã, o facto de terem tido escassas 4 horas para dormir antes da Meia-maratona Vigo-Baiona não os demoveu dos seus objectivos de participação na mesma.
Tempo: um glorioso dia de sol, de céu limpo, com a temperatura no intervalo de 24ºC-28ºC, dependendo da hora e da zona do percurso. Toda a prova decorreu sob um sol que, não sendo abrasador, afectou a disponibilidade física dos atletas, sobretudo pelo facto de os atletas dos Suicidas Brácaros ainda não terem tido, este ano, oportunidade de treinar com calor (a não ser uma única vez, e em contexto competitivo, na Meia-maratona de Lisboa de 21 de Março passado).
Percurso: o percurso da Meia-maratona Vigo-Baiona situa-se ao longo de três concelhos - Vigo, Nigrán e Baiona - em cujos territórios se situa a chamada "Gran Bahía" (Grande Baía) que, após investigação, julgamos ser a denominação da reentrância de mar imediatamente a Sul da Ria de Vigo, que não se considera como parte da mesma, embora registe idênticas características (mapa).
Inicia-se em frente à praia de ria de Samil, em Vigo e em frente também ao Museu Verbum - Casa das Palavras (onde se levantavam os dorsais), seguindo depois para Sul. Após cerca de 1km, dá-se a volta, regressando-se ao local da partida, para se completar um círculo e se prosseguir de novo em direcção a Sul, tomando-se uma estrada nacional que acompanha a costa, ligeiramente afastada da mesma, pelo que o mar/a ria são uma companhia visual quase constante. O percurso decorre ao longo da referida estrada até cerca do km 14, no concelho de Nigrán, onde se vira à direita em direcção à praia América, a partir da qual se ruma directamente a Baiona pela estrada mais junto da ria, até terminar em frente à marina da referida localidade.
É um percurso relativamente agradável à vista, essencialmente na parte final do concelho de Nigrán e na parte inicial do concelho de Baiona, onde há passadiços paralelos à ria para passeios pedonais ou de bicicleta.
Em termos técnicos, realça-se no percurso uma subida relativamente longa que, em grande parte da sua extensão, tem uma inclinação significativa - a mais inclinada que até agora encontrámos numa meia-maratona embora não a mais comprida [subida acumulada de 43m, ao longo de 1,3km, com uma inclinação média de 3,3%, entre o km 6,6 (3m altit.) e o km 7,9 (46m altit.)]. Outras subidas sucederam à referida, mas sem acrescentarem intensa dificuldade extra, que acabam até por ter um importante lado positivo, pois ajudam a que não se instale a desmotivante monotonia ao longo da prova.
Por sua vez, a segunda metade do percurso praticamente não tem subidas, caracterizando-se por se desenvolver numa descida longa e de inclinação muito reduzida até ao final do concelho de Nigrán, até à ponte da Ramalhosa ("puente de la Ramallosa"), sobre um pequeno rio - o rio Minhor (rio "Miñor"), que separa Nigrán e Baiona. Os últimos 3,5km, desde que se entra no concelho de Baiona até à meta, decorrem em terreno plano. O gráfico do perfil de inclinações da prova encontra-se aqui.
Aqui está o percurso da corrida, pronto para ser descarregado em inúmeros formatos.
De referir ainda quatro factos: dois bons e outros nem por isso...
- O primeiro facto bom: embora não nos tenha parecido que a prova tenha despertado um intenso entusiasmo na comunidade extra-atletas, sobretudo na partida e na meta, ao longo da prova voltamos a assistir a aplausos e calor humano ao nível do que tínhamos encontrado no nosso Minho, na Meia-maratona de Viana, e que na Meia-maratona de Lisboa tínhamos sentido falta, excepto quando grandes grupos de curiosos se juntavam. Agradecemos às duas famílias que, morando por onde a corrida passava, forneceram mangueiras abertas junto à estrada para os atletas se refrescarem... Foram 5 décimos de segundo felizes!
- O segundo facto bom: nesta prova, a organização fornecia um serviço que ainda não conhecíamos, a quem o tivesse solicitado na inscrição, que era o serviço de "guardarropa". Como não sabíamos o que era, pelo sim pelo não, e como não acarretava custo adicional, decidimos solicitá-lo, embora depois não tenhamos optado por usufruir dele, quer porque não tínhamos a certeza em que consistia, quer porque não precisávamos. Quando solicitámos o serviço, foi até na esperança de ser a disponibilização de um balneário com banho, mas este serviço consistia em fornecer ao atleta uma saca com o número do respectivo dorsal, para que ele, na zona da partida, metesse roupa e outros objectos que quisesse para depois levantar na zona da meta. Muito bem pensado este serviço, para se mudar de roupa ou, pelo menos, de camisola no fim da corrida.
- Um dos factos menos bons: é sempre pena que um evento destes não inclua também uma mini-maratona e/ou uma caminhada, pois esse tipo de provas atraem imensa gente que vibra e faz festa e ajuda a que se crie um ambiente de maior entusiasmo... Todavia, dado que o percurso da meia-maratona não era circular, naturalmente compreendemos que seria muito mais complicado organizar uma prova de 6-7km concomitantemente com uma de 21,0975km, embora não impossível, se a tal prova começasse, por exemplo, em Nigrán, na Praia América, e os participantes seguissem, tanto quanto possível, pelos caminhos pedonais já existentes... Obrigaria, talvez, era ao corte ao trânsito da marginal de Baiona (para que os atletas da meia-maratona continuassem a ter, até ao fim, caminho separado dos participantes na caminhada) e, possivelmente, ao corte ao trânsito também do largo em frente à fortaleza de Baiona (para se ter espaço, na zona a seguir à meta, para o acréscimo de participantes).
- O outro facto menos bom é relativo às casas-de-banho: embora houvesse casas-de-banho móveis junto do museu onde se levantavam os dorsais, eram em reduzido número (5 para homens e 1 para mulheres), tendo originado longas bichas e, na zona da meta, não havia nenhuma.
Quanto à ORGANIZAÇÃO DA PROVA, vamos analisá-la por partes, classificando cada ponto cuja análise se segue numa escala de 1 a 10:
- Preço: 15€ pela inscrição parece-nos excessivo, tendo em conta as contrapartidas e também as provas em que já participámos antes (5v);
- Inscrição: a inscrição foi efectuada por internet, no site da prova, de forma simples, tendo apenas dado origem a confusão o facto de o formulário de inscrição não ter devolvido uma resposta de confirmação. Para o pagamento, a organização disponibilizou o NIB de uma conta em Portugal, na CGD, de propósito para atletas portugueses. Após o pagamento, teve de se enviar por email a digitalização do talão que confirmava o mesmo, e a digitalização do BI/CC, embora o envio do documento identificativo apenas seja necessário da primeira vez em que se participa na prova, pois das vezes seguintes já constará da base de dados da organização. (8v);
- Divulgação do evento: quanto à divulgação, não nos parece justo que façamos uma apreciação verdadeiramente global, pois decerto seria injusta (para o bem ou para o mal), dado que esta era uma prova em Espanha (ainda que na Galiza, que é vizinha da nossa região do Minho e que outrora estava sob a alçada da capital Braga e que hoje tem uma língua com as origens do Português) e, naturalmente, a divulgação decerto teve como público-alvo o público galego. Não obstante, e embora, como já foi referido, não nos tenha parecido que houvesse público entusiasmado com a prova (a não ser o simpático público que ia aplaudindo ao longo do percurso), a verdade é que a prova contou com muitos participantes (perto de 3000), o que decerto revela, por um lado, o amadurecimento de um evento que teve desta vez a sua 11ª edição e, por outro lado, acreditamos, revelará também o sucesso de uma divulgação que terá sido feita junto do público-alvo galego. Ainda que sem grande segurança, dado que a nossa opinião é apenas baseada em evidências que podem ou não resultar de um trabalho bem realizado (embora nos pareça que sim), atribuimos uma óptima classificação, de (8v);
- Estacionamento: foi fácil, dado que chegámos cedo à zona da partida, e ficámos com um dos últimos lugares em frente à ria, mas outras pessoas não tiveram a mesma sorte, embora na verdade nos tenha parecido que não se viram obrigadas a estacionar a uma distância superior a 1km, ainda que não em lugares marcados mas em lugares "tolerados" em dia de prova (7v pelo estacionamento, embora nenhuma informação tenha sido fornecida);
- Levantamento dos dorsais: efectuado num museu em frente à partida, não estava assinalado convenientemente na zona envolvente, porém foi extremamente fácil encontrá-lo e o levantamento dos dorsais decorreu sem bichas, até porque havia várias mesas de entrega, sendo que cada mesa encarregava-se dos dorsais de um certo intervalo de números e cada atleta via o seu número em folhas afixadas à porta. Não foi sequer preciso mostrar documento identificativo. Algo muito positivo relativamente aos dorsais: vinham com os nomes próprios dos atletas! É sempre porreiro que assim seja. Antes, apenas tínhamos tido dorsais com os nossos nomes na "1ª Corrida de Braga", e porque nos tínhamos inscrito numa primeira fase. É algo simples, mas fixe. (8v);
- Animação em torno do local do evento: a animação, não sendo do nível da verificada em Lisboa nem mesmo da de Viana, era uma realidade, com um locutor a falar por colunas espalhadas ao longo da zona de partida. Parece-nos um ponto a melhorar e que facilmente poderá evoluir, por exemplo com música e com entrevistas. Talvez por a partida se localizar já na saída da cidade, ainda que numa zona de praia, e também talvez porque a prova apenas era constituída por uma meia-maratona e não também por uma mini-maratona e/ou caminhada, que atraem sempre muitos entusiastas menos preparados fisicamente e acompanhantes de atletas, não se sentia grande entusiasmo colectivo com o evento a não ser apenas por parte dos atletas. Na zona da meta, a animação era também algo reduzida, também com um locutor a ver os atletas a cortar a meta e a ir dizendo o nome de alguns (o Zé foi contemplado com tal honra). (5v);
- Partida e Meta: a partida estava muito bem localizada, a meio de uma avenida larga (embora apenas uma via estivesse disponível, pois a via contrária fazia parte do percurso, que era circular numa fase inicial), mas não estava assinalada com um pórtico insuflável, apenas com uma corda cheia de bandeirinhas, que se via, mas praticamente só quando se chegava perto da mesma. Já na zona da meta, havia dois pórticos insufláveis... Embora o primeiro se encontrasse ao lado do percurso, apenas com a quase total aproximação ao mesmo era perceptível esse facto, pelo que confundia o atleta que, vendo-o ao longe, julgava ser a meta; felizmente, o segundo pórtico, que efectivamente era a meta, encontrava-se pouco depois, talvez a 200m (7v);
- Abastecimentos: quanto a este ponto, a organização optou por fornecer apenas água (sem bebidas isotónicas nem fruta), nos kms 5, 10, 15 e 20 (conforme o plano) e, também de 5km em 5km, mas a partir do km 7,5 (e, depois, aos kms 12,5 e 17,5), deparámo-nos com uma novidade para nós (que, ainda que não extremamente profícua, agradecemos pela mesma, pois revelou-se de alguma utilidade), que foi o fornecimento de esponjas embebidas em água fresca, para os atletas de refrescarem na cabeça e pelo corpo abaixo, o que se revelou importante dado o calor e o sol que tão morenos nos deixou. talvez o ponto menos positivo a apontar à organização, dado que apenas foi fornecida água. Foi pena apenas ter sido fornecida água para beber mas, tirando isso, a organização mereceria uma muito boa nota neste campo!... Se... O final da prova estivesse organizado de outra forma: ao contrário das corridas a que já tínhamos ido, em que no final da prova são dadas aos atletas sacas com ofertas e com algo para beber e para comer, na Meia-maratona Vig-Bay, ao fim da corrida era fornecida comida e bebida, mas de uma forma muito desorganizada. Por um lado, imediatamente após a meta, havia logo garrafas de água (muito bem); por outro lado, mais à frente, num passeio em frente à fortaleza de Baiona, havia barraquinhas e balcões improvisados, cada um fornecendo algo diferente. Ora, com centenas de pessoas, não se sabia o que havia em cada posto e, para se chegar junto de cada um, tinha que se "furar" por inúmeros corpos suados (belhéque) e, em algumas, esperar um bom pedaço. Depois, havia que tentar a sorte no seguinte. Havia postos que forneciam (uma coisa em cada um): copo com 3 pedacinhos de quivi, bolo tipo pão de Deus sem coco mas sendo uma versão mil vezes pior e seca como se estivesse feito desde dias antes e fornecido sem condições visuais de higiene, copinho de pudim a imitar leite creme, donuts da Carte d'Or, água e Aquarius sabor natural (havia duas barracas para as bebidas, ambas fornecendo as duas bebidas). O Nuno lá se safou com dois donuts (esses, ao menos, vinham embalados), que foram os primeiros que provou, e com duas aquarius. O Zé provou qualquer coisita e também alinhou na Aquarius. Em suma, ninguém ficou sem restabelecer as energias, mas a forma de distribuição deixou muito a desejar. Pelos abastecimentos ao longo da corrida, atribuimos (8v); pelo que foi fornecido no fim da corrida, atribuimos (7v); pela forma de distribuição, atribuimos (4v); ainda assim, atribuimos, globalmente, com segurança, (7v);
- Informação ao longo da corrida: foi boa, com cada quilómetro assinalado com uma bandeira bem visível, permitindo aos atletas controlarem o seu ritmo. Ao longo do percurso, vários escuteiros encontravam-se a meio da estrada, entre os dois sentidos, zelando pela organização. Não havia carros-cronómetro, mas para nós nem têm utilidade, pois controlamos o nosso tempo e e esforço (através da medição do ritmo cardíaco) com os nossos Sigma PC15, que já nos acompanham há anos. (7v);
- Ofertas: aquando do levantamento dos dorsais, foi dada, a cada atleta, uma saca de ofertas. Em relação ao fornecido no fim da corrida, já foi discutido no ponto "Abastecimentos". Ora, tendo em conta o preço de inscrição pago (15€), a saca de ofertas deixou um pouco a desejar, pelo menos comparando com o que se verificou nas passadas meias-maratonas em Portugal. Todavia, a saca de ofertas não deixou de nos granjear com alguns itens que foram muito do nosso agrado, sobretudo os de insignificante valor mas de grande utilidade. A saca continha: uma folha com o programa do evento e com algumas informações (como as informações relativas aos autocarros que trariam de volta as pessoas a Vigo), 4 alfinetes [item que, embora possa parecer sem valor, devia ser fornecido em toda e qualquer corrida (nota: servem para pendurar os dorsais na camisola), o que deveras nos surpreendeu pela positiva, tal como o item seguinte], amostra de 4ml de gel de massagem para passar nos músculos após o exercício, um boné (e era bem porreiro, mas o Nuno correu com um boné de Portugal e o Zé gosta de tapar o sol com o cabelo), uma bonita camisola verde de correr aludindo ao evento, alguns papéis de publicidade, uma saca para os participantes meterem a roupa para usufruirem do já referido serviço de "guardarropa" e a própria saca que trazia as ofertas era porreita. Mas, e este é um "mas" muito forte!... Algo muito importante faltou!!! Não que devesse vir na saca das ofertas, mas faltou algo absolutamente importante (não pelo valor, mas pelo significado), que até esta vez sempre tínhamos tido quando cortávamos a meta: a acarinhada MEDALHA relativa à prova! Muito nos entristeceu não haver distribuição de medalhas e, por isso mesmo, em consciência não poderemos atribuir uma nota que não (6v).
1 - A camisola.
Embora não tenha sido um evento muito entusiasmante, a 11ª edição da Meia-maratona Vigo-Baiona de 11 de Abril de 2010 foi uma prova bastante interessante para se participar, com algumas novidades, sobretudo positivas. Foi bonita, teve momentos de muito sofrimento como sempre, mas momentos muito agradáveis também. Constituíu a primeira participação fora de Portugal, sendo a prova que, se puderem, os SB voarão alto, representando a nossa terra, as nossas gentes e a nossa forma de estar e de competir.
Em 2011, provavelmente, será uma prova a repetir (se não jogar o Braga nesse dia, condição sine qua non para a participação em qualquer prova).
domingo, 21 de março de 2010
20ª Meia-maratona e Mini-maratona de Lisboa, de 21Mar2010 (3ª mensagem, de 3): FOTOGRAFIAS
1 - Antes da corrida, os SB faziam por não se atrasarem para o evento. Perante o olhar atento de sua senhora, Zé ingeria um líquido suspeito.

2 - Enquanto se hidratava, Luís e sua senhora atentavam na condução do senhor maquinista do metropolitano. Aflitos com a perspectiva de não chegarem a tempo do tiro de partida, começariam a entoar o cântico "Senhor chofer, por favor, ponha o pé no acelerador..."
3 - Nuno, ligeiramente abatido por ter tido que se sentar no banco que fica de costas para o sentido em que seguia a carruagem.

2 - Enquanto se hidratava, Luís e sua senhora atentavam na condução do senhor maquinista do metropolitano. Aflitos com a perspectiva de não chegarem a tempo do tiro de partida, começariam a entoar o cântico "Senhor chofer, por favor, ponha o pé no acelerador..."
3 - Nuno, ligeiramente abatido por ter tido que se sentar no banco que fica de costas para o sentido em que seguia a carruagem.
4 - Já em plena corrida, Nuno e Zé iam furando pelo meio de adversários. À esquerda na foto, um atleta da selecção holandesa desvia o olhar, tentando evitar a desmotivação numa vã tentativa de se desconcentrar dos dois torpedos bracarenses que o ultrapassavam.
5 - Luís, imperial, impunha um ritmo forte ao pelotão que o seguia.
6 - Nuno, na foto em primeiro plano, mantinha a concentração.
7 - Deliciado pelo ritmo que vinha impondo-o, Luís ensaiava o "Vira Minhoto".
8 - Numa fase avançada da prova, Nuno "fazia gato sapato" de Lucas Frick, atleta da selecção do Liechtenstein, tendo-o ultrapassado.
9 - Inspirado pela bandeira nacional, Zé não cedia nem um milímetro na perseguição aos adversários. Ovacionado pelo povo, erguia o polegar agradecendo às massas.
10 - Após 84,3km percorridos pelos Suicidas Brácaros no seu conjunto, as campeãs e os campeões posam para a fotografia, dispondo-se, simbolicamente, de forma a que as suas diferentes alturas evoquem o monte do Sameiro, com Luís fazendo de igreja do Bom Jesus.
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20ª Meia-maratona e Mini-maratona de Lisboa, de 21Mar2010 (2ª mensagem, de 3): RESULTADOS
As prestações individuais nesta meia-maratona foram sentidas de forma idêntica entre os três atletas participantes, dado que os três obtiveram resultados dentro do que esperavam. Não foram todavia, resultados brilhantes, nem sequer recordes individuais, mas era mesmo o que já era esperado, dado que, desde a prova anterior, os SB não treinaram tanto como antes e, além disso, esta Meia-maratona de Lisboa apresentou obstáculos suplementares, já referidos, tais como a dificuldade em ultrapassar atletas ao início, o sol intenso e a monotonia, embora, por outro lado, tenha tido abastecimentos de qualidade.
Expectativas: tendo em conta os tempos obtidos na participação, cerca de dois meses antes, na Meia-maratona de Viana do Castelo, e os treinos efectuados antes desta prova de Lisboa, os SB calculavam que em Lisboa, provavelmente, poderiam obter tempos entre 1h45m e 1h50m.
Prestações individuais: os três atletas fizeram uma prova em que, de uma forma geral, se pode afirmar que confirmaram as (relativamente modestas) expectativas.
O trio começou com uma passada relativamente forte mas obrigatoriamente inconstante, dado que tinham de ultrapassar muita gente, árdua tarefa no meio de milhares de atletas e, inicialmente, iam os três juntos. Porém, após o segundo quilómetro, o trio dividiu-se em dois grupos, pois o Luís foi a seguir os outros dois a escassos metros de distância, tendo no entanto atingido o duo fugitivo ao fim da ponte, quando passavam pelo km4... Todavia, por volta do km5, já se tinha voltado à configuração de um grupo de dois mais um sozinho, com os mesmos protagonistas. O Zé e o Nuno fizeram quase por completo a corrida juntos ou a uma curta distância, desde o início até ao km19.
Atentos ao tempo que demoravam a percorrer cada quilómetro, cedo os atletas perceberam que não era dia nem prova para grandes resultados, pois cada quilómetro era percorrido em cerca de 5min, o que, a ser mantido até ao fim, não seria bom o suficiente para recordes pessoais. Não obstante, os atletas mantiveram uma passada relativamente constante e, reconheça-se, corajosa, dado que, por vezes, parecia que não se aguentaria tal passada até ao fim mas, mesmo assim, os atletas não optaram por se pouparem, o que revela muito valor também porque esta prova, pelo seu percurso constante e invariável a imensos níveis, é uma prova em que o quilómetro seguinte custa sempre mais do que o anterior, desde a partida até à meta e, portanto, o atleta sabe que, o que o espera, será sempre pior do que o que está a sentir e a passar a dado momento (ao contrário doutras provas em que, até por haver uma ou outra subida, há cortes na monotonia e mesmo o esforço suplementar de subir costuma ser compensado com descida a seguir).
Atentos ao tempo que demoravam a percorrer cada quilómetro, cedo os atletas perceberam que não era dia nem prova para grandes resultados, pois cada quilómetro era percorrido em cerca de 5min, o que, a ser mantido até ao fim, não seria bom o suficiente para recordes pessoais. Não obstante, os atletas mantiveram uma passada relativamente constante e, reconheça-se, corajosa, dado que, por vezes, parecia que não se aguentaria tal passada até ao fim mas, mesmo assim, os atletas não optaram por se pouparem, o que revela muito valor também porque esta prova, pelo seu percurso constante e invariável a imensos níveis, é uma prova em que o quilómetro seguinte custa sempre mais do que o anterior, desde a partida até à meta e, portanto, o atleta sabe que, o que o espera, será sempre pior do que o que está a sentir e a passar a dado momento (ao contrário doutras provas em que, até por haver uma ou outra subida, há cortes na monotonia e mesmo o esforço suplementar de subir costuma ser compensado com descida a seguir).
A prova ia decorrendo sempre na mesma toada, até que, ao km19, o sol terá aquecido demais a cabeça de Nuno, que ao ler a placa indicadora do referido quilómetro, foi iludido pela miragem da placa do km20... Ora, pensando que tinha atingido o último quilómetro, Nuno foi buscar energias onde não as pensava ter para percorrer o que, pensava ele, seria o último quilómetro de corrida. Nuno fez realmente um óptimo tempo nesses 1000m... Porém, a frustração foi intensa ao ver a verdadeira placa do km20 e o verdadeiro último quilómetro + 97,5m revelou-se como um dos 1097,5m mais penosos para Nuno e, aí, o mesmo atleta entendeu porque Zé não o tinha seguido quando o viu "disparar". Foi no ponto referido e desta forma que o duo se separou, tendo-se encontrado já depois de terem "cortado" a meta, com tempos idênticos. Luís demorou mais um pouco, terminando a corrida também com uma prestação valorosa, plena da garra que o caracteriza!
Analisando as tabelas abaixo, percebe-se que, nesta prova em que foi batido o record do mundo da Meia-maratona, os três elementos dos Suicidas Brácaros completaram a prova com tempos inferiores à média geral e com mais atletas a acabarem mais lentos do que eles do que atletas mais rápidos, o que revela também que, esta prova, é dirigida sobretudo a amadores, sendo um exemplo nesse sentido.
Se se analisar só o respectivo escalão, o Nuno e o Zé conseguiram-se classificar no primeiro terço dos atletas e o Luís classificou-se sensivelmente a meio..
Se se analisar só o respectivo escalão, o Nuno e o Zé conseguiram-se classificar no primeiro terço dos atletas e o Luís classificou-se sensivelmente a meio..
O Nuno e o Zé foram, em termos médios, aumentando a velocidade à medida que a corrida se ia desenvolvendo, enquanto que o Luís optou pela estratégia oposta.
Informação global; tempos, classificações e velocidades dos atletas:
Classificação geral aqui.
As participantes na Mini-maratona, impossibilitadas de correram como chitas por cerca de 30000 participantes que começaram à sua frente, realizaram um passeio em que não só apreciaram as vistas viveram toda a envolvência festiva, mas também aplicaram a classe que as caracteriza a percorrer os 7km que distava a meta da partida. Vivas à sua participação!
SMS dos atletas:
- Zé: ""
- Luís: "Foi a 1ª ½ Maratona k dei pr mim a pensar se era capaz de a findar. Mta recta esgotou-me, tive d parar,mas cm uma laranja na boa retomei cm 1 smile até a cessar"
- Nuno: "Corremos c/mt sol,como tanto gosto!Ainda não estávamos adaptados,mas deixamos a nossa marca,além de litros de sangue,suor e lágrimas.Sempre a dar-lhe p/frente!"
- Angela: ""
- Patrícia: "Um tanto ou quanto inexplicável. Uma sensação d poder, d liberdade.Um caminhar sentido para a descoberta ds limites k deixa 1 sensação d kerer mais e sempre +…"
- Marta: ""
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20ª Meia-maratona e Mini-maratona de Lisboa, de 21Mar2010 (1ª mensagem, de 3): CRÓNICA
No passado dia 21 de Março de 2010, os Suicidas Brácaros deram as boas vindas à Primavera de uma forma especial: participando na 20ª Meia-maratona de Lisboa e na respectiva mini-maratona!
O contingente masculino, composto pelo Luís, pelo Nuno e pelo Zé derramou litros de suor ao longo dos 21,0975km da Meia-maratona e, desta vez, a Patrícia, a Marta e a Angela não puderam deixar de participar também no evento, na Mini-maratona de 7km!
Tempo: a Primavera trouxe consigo o que sempre se espera, um dia de temperatura agradável e sol. A temperatura estaria no intervalo de 18ºC-23ºC, dependendo da hora e da zona do percurso. Não estando muito calor, a prova decorreu sob raios solares intensos, tendo sido a primeira vez em meses em que os Suicidas Brácaros correram nestas condições, o que naturalmente teve alguma influência negativa na prestação, não pelo calor em si, mas pelo facto de os atletas ainda não estarem adaptados ao mesmo.
Percurso: os percursos da Meia-maratona e da Mini-maratona iniciam-se no mesmo sítio, terminam no mesmo sítio também mas, enquanto que o percurso da Mini-maratona segue o caminho mais curto entre a partida e a meta, o percurso da meia-maratona diverge do outro pouco depois de se sair da ponte 25 de Abril. A partida é na praça das portagens da ponte 25 de Abril, na margem esquerda do rio Tejo (a Sul de Lisboa), sendo que depois o percurso segue pela ponte até Lisboa e, a partir daí, decorre sempre nas vias marginais ao rio. Ora, ao fim da ponte, enquanto que a Mini-maratona segue directamente em direcção à foz, pelo caminho mais curto para o Mosteiro dos Jerónimos (onde se situa a meta), a Meia-maratona, pelo contrário, segue para montante do rio, passando em frente ao centro da cidade, até que dá a volta na zona da Ribeira das Naus, seguindo então depois no sentido da foz, passando alguns quilómetros além do Mosteiro dos Jerónimos, até que dá a volta na zona de Algés e dá volta, no sentido do referido local da meta.
Em termos técnicos, do percurso não constam subidas, excepto na parte inicial, na ponte, uma subida de inclinação completamente negligenciável, que é mais que compensada com a descida da ponte para a marginal ao rio, a partir de onde decorre o percurso é totalmente plano.
É um percurso com bastante beleza, e que permite realmente calcorrear vias impossíveis de percorrer a pé noutro contexto (sobretudo o troço da ponte 25 de Abril, que é de auto-estrada), pelo que constitui uma oportunidade única de apreciar perspectivas visuais surpreendentes, que até mereceriam muito mais vagar para apreciar convenientemente.
Todavia, o facto de o percurso, após a ponte, decorrer por longas rectas sem inclinação, ainda que em locais bonitos, e reconhecendo que isso é um ponto positivo para a prova do ponto de vista de características de competição, a verdade é que causa a instalação de uma desmotivante monotonia, que nesta prova como em nenhuma outra das poucas em que já participámos se fez notar. Talvez a nós esse facto nos tenha afectado mais do que à generalidade dos participantes, talvez por sermos de Braga, onde treinamos ao longo de percursos imensamente variados, podendo fazer opções por percursos planos ou por percursos acidentados ou então por percursos urbanos ou rurais, enfim, podendo optar por percursos com imensas características diferentes... E, dado que realmente assim o fazemos, não estamos habituados a que se instale a monotonia, mas a verdade é que este é apenas mais um factor com o qual temos de contar e de saber enfrentar.
Aqui está o percurso da meia-maratona, pronto para ser descarregado em inúmeros formatos.
De referir ainda um facto...
- Esta prova é uma festa, com tantos milhares de participantes. Porém, em consequência de haver tantos atletas, os primeiros 3km quilómetros de prova, até se passar a ponte, são percorridos de forma pouco eficiente, pois não obstante a ponte ser muito larga e com muitas faixas, tal largura não é suficiente para que tantos atletas, numa fase inicial em que ainda estão todos próximos, consigam correr ao seu ritmo, pois constantemente tem de se ultrapassar gente, por todos os lados, o que cansa mais (tem de se dar muitos sprints rápidos) e adia o encontro do ritmo de cada um.
Quanto à ORGANIZAÇÃO DA PROVA, vamos analisá-la por partes, classificando cada ponto cuja análise se segue numa escala de 1 a 10:
- Preço: 12€ pela inscrição com antecedência, no primeiro período de inscrições, pareceria-nos adequado, tendo em conta as contrapartidas. No entanto, esta é uma prova que, tal como qualquer outra coisa, boa ou má, que se faça em lisboa ou porto, tem logo uma visibilidade extrema oferecida e tem imensos e poderosos patrocinadores. Como tal, o preço é um bocado carote, sobretudo se não nos tivéssemos inscrito meses antes, pois o preço para quem se inscrevia dias antes era de... 17€! E, o que verdadeiramente é tão caro que é ridículo é o preço para a mini-maratona, que era IGUAL ao da meia-maratona! É verdade que os participantes da mini-maratona recebiam as mesmas ofertas que os companheiros da meia-maratona, mas a meia-maratona envolve um percurso maior e mais rigor, logo mais custos também. Mas, olhando apenas ao encontro da procura com a oferta, até podia ser mais de 17€, pois eram cerca de 25000 participantes na mini-maratona. De qualquer modo, preço excessivo. (4v);
- Inscrição: a inscrição tinha de ser efectuada através da impressão do formulário, que se preenchia e entregava numa agência do BANIF, juntamente com o respectivo pagamento. É um processo fácil, porém não tanto como se fosse por internet, como costumam ser as outras provas mas, claro, o processo decorre assim, provavelmente, por exigência do banco patrocinador. (7v);
- Divulgação do evento: a divulgação foi imensa, até porque qualquer coisa que se faça em lisboa ou porto tem logo as televisões todas a falar exaustivamente do evento, ao contrário da ostracização a que o resto do país é votado. Além disso, houve anúncios, mesmo televisivos, e incontáveis outras formas de divulgação. É uma organização imensa, com intenso profissionalismo, pois é uma prova a muitos níveis gigante. (9v);
- Transporte: nesta prova, os participantes, no dia da prova, mediante a apresentação do respectivo dorsal, têm entrada gratuita no metropolitano e no combóio que atravessa o rio Tejo (e, provavelmente, em mais alguns transportes públicos). Até há carruagens suplementares do combóio só para os participantes, porque 30000 pessoas têm que ser transportadas até à partida em menos de duas horas, o que é uma tarefa árdua e gigantesca, mas que é eficientemente realizada. (9v) ;
- Levantamento dos dorsais: é efectuado na véspera da prova, numa grande tenda em junto do Museu da Electricidade (provavelmente, devido ao facto de a EDP ser um patrocinador), que se situa a algumas centenas de metros do Mosteiro dos Jerónimos. À entrada, os atletas encontram o seu nome em folhas que indicam o respectivo número do dorsal, para que o possam pedir. Foi um processo rápido, tendo sido entregue o dorsal numa saca de ofertas. Na mesma tenda gigante, havia diversas bancadas de patrocinadores. (7v);
- Animação em torno do local do evento: a animação era uma realidade a que não se conseguia ficar indiferente, tanto na partida como na meta. Na partida, havia música animada e um locutor e, na meta, havia o mesmo e um grande colorido com tantos milhares de participantes. Ao longo da corrida, em alguns pontos, havia bandas que tocavam enquanto os atletas passavam... Umas com músicas mais animadoras do que outras, mas de qualquer forma, uma boa iniciativa. O povo de Lisboa, não tendo afluido em massa às tuas e avenidas do percurso, demonstrou-se simpático para os atletas, embora não com o entusiasmo verificado nas provas em que anteriormente participámos, no Minho. Todavia, o entusiasmo era forte por parte dos atletas, sobretudo dos da Mini-maratona, dado que muitos encaram a participação como uma festa, e era uma festa que se vivia desde a estação de combóios que deixava os atletas perto da partida até ao local da mesma com, por exemplo, atletas com concertinas animando todos os outros! Uma festa! (8v);
- Partida e Meta: tanto a partida como a meta estavam muito bem localizadas. A partida, que tinha de ter espaço para cerca de 30000 pessoas, era a seguir às portagens da ponte 25 de Abril. A meta situava-se após a viragem da via marginal ao rio para o Mosteiro dos Jerónimos, numa rua relativamente larga, após a qual havia muito espaço em jardim e estrada para os milhares de pessoas que iam chegando. Ambas se encontravam bem sinalizadas, não deixando ninguém confuso. (8v);
- Abastecimentos: os abastecimentos desta prova são os melhores que já vimos e que já ouvimos falar. Em primeiro lugar, há muitos abastecimentos. Em segundo, cada abastecimento tem água mas também bebidas isotónicas (ainda por cima, de vários sabores), o que é fantástico e... Muito necessário, pois embora não estivesse uma temperatura muito alta, o sol era muito intenso e os atletas depressa de desidratavam e consumiam as suas reservas de açúcar, pelo que podiam molhar-se com água (que depressa secava) e, no abastecimento seguinte, tomar uma bebida isotónica. Além disso, no último abastecimento, a anteceder o último quilómetro, eram fornecidas laranjas, partidas em quartos, o que é importante para algum reabastecimento nutricional... Mas mais importante seria que fossem fornecidas uns quilómetros antes. De qualquer modo, este é um ponto em que, mais uma vez, a organização tem que ser contemplada com uma nota muito positiva, e que revela também mais uma vez que esta prova é imensamente apoiada por patrocinadores. (9v);
- Informação ao longo da corrida: foi boa, com cada quilómetro assinalado com tabuletas, permitindo aos atletas controlarem o seu ritmo. Ao longo da ponte é que, com tantos atletas, não se viam as placas indicadoras da distância, se é que haviam, pelo que se poderia ter optado por colocar bandeiras em vez de placas, pelo menos nessa zona. Na zona em que o percurso da Meia-maratona divergia do da Mini-maratona, e em que os participantes na Meia-maratona tinham de virar à esquerda em vez de ir em frente, faltava uma sinalização desse facto mais visível, ainda que existisse alguma e estivesse uma pessoa a chamar... Quem se enganava. (7v);
- Ofertas: aquando do levantamento dos dorsais, foi dada, a cada atleta, uma saca de ofertas. Tal saca de ofertas continha: a camisola evocativa do evento (fotos abaixo), uma muito útil mini-bolsa para colocar em volta do pulso ou do braço para levar uma chave ou algo idêntico, uma muito útil pequena faixa fluorescente de pôr em volta do ante-braço para correr à noite, uma bolsinha para levar o telemóvel em caminhada e duas revistas de desporto e bem-estar. A preceder a corrida, no caminho desde a estação onde o combóio nos deixava até à partida, estavam a oferecer bonés vermelhos (publicidade duma operadora de telemóveis), que foram extremamente úteis para milhares de pessoas. Quando os atletas terminaram a prova, foram para a bicha de um gelado (um simples Super-maxi... Saudades do Magnum de 2006) e, depois, tiveram uma saca de ofertas com: uma garrafa de água, uma garrafa de bebida isotónica, uma barra de cereais e um pacote de leite de 200ml (mais valia um sumo ou, então, leite chocolatado). Boas ofertas. (8v).
1 - A frente da camisola.
A Meia-maratona e a Mini-maratona de Lisboa constituem um evento divertido e muito porreiro de participar, repleto de animação. Não obstante, em termos estritamente desportivos, não ser a corrida que mais nos agrada, decerto voltaremos bastantes mais vezes a participar nesta prova e, sempre que possível, em ambas as provas!
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