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domingo, 19 de dezembro de 2010

Corrida de São Silvestre de Braga, de 18Dez2010 (1ª mensagem de 3): CRÓNICA

Decorreu ontem, dia 18 de Dezembro de 2010, mais uma edição da Corrida de São Silvestre em Braga, com a extensão de 10km, agora regressada, através do ímpeto organizador do Regimento de Cavalaria n.º 6 (R.C. n.º 6), a unidade do Exército Português aquartelada em Braga e com a mais meritória história de defesa do país. Consideramos, portanto, que o R.C. n.º 6 encontrou na organização deste evento uma excelente forma de se aproximar à comunidade envolvente! Exemplo que deveria ser seguido por inúmeras outras organizações, de diversa natureza, e até com muitas mais responsabilidades!     

domingo, 11 de abril de 2010

11ª Meia-maratona Vigo-Baiona, de 11Abr2010 (1ª mensagem de 3): CRÓNICA

No dia 11 de Abril de 2010, os Suicidas Brácaros participaram pela primeira vez numa prova no estrangeiro: na 11ª edição da Meia-maratona Vigo-Baiona ("Vig-Bay Medio Maratón Gran Bahía Vigo-Nigrán-Bayona"). Embora desfalcados, pois o Zé e o Nuno não puderam ter a companhia sempre animadora do Luís, os SB não quiseram deixar de representar Braga, Minho e Portugal nesta prova realizada a apenas uma hora de caminho de Braga.
     Dado que, em Espanha, a diferença horária é de +1hora, a participação nesta prova exigia o esforço suplementar de se acordar pelas 6h da manhã, a fim de se sair de Braga pelas 7h e demorar cerca de 1h10m na viagem, chegando a tempo de procurar estacionamento, de se precaver para atrasos e imprevistos e de se ultimar a logística, nomeadamente levantar os dorsais pelas 8h30m (9h30m espanholas), uma hora antes da partida. Não obstante os dois atletas participantes, no dia anterior, terem, naturalmente, acompanhado o Enorme S.C.Braga na deslocação a Leiria, juntamente com 8000 Bracarenses, de onde vieram regalados com a vitória, e tendo chegado a Braga perto da 1h da manhã, o facto de terem tido escassas 4 horas para dormir antes da Meia-maratona Vigo-Baiona não os demoveu dos seus objectivos de participação na mesma. 

Tempo: um glorioso dia de sol, de céu limpo, com a temperatura no intervalo de 24ºC-28ºC, dependendo da hora e da zona do percurso. Toda a prova decorreu sob um sol que, não sendo abrasador, afectou a disponibilidade física dos atletas, sobretudo pelo facto de os atletas dos Suicidas Brácaros ainda não terem tido, este ano, oportunidade de treinar com calor (a não ser uma única vez, e em contexto competitivo, na Meia-maratona de Lisboa de 21 de Março passado).

Percurso: o percurso da Meia-maratona Vigo-Baiona situa-se ao longo de três concelhos - Vigo, Nigrán e Baiona - em cujos territórios se situa a chamada "Gran Bahía" (Grande Baía) que, após investigação, julgamos ser a denominação da reentrância de mar imediatamente a Sul da Ria de Vigo, que não se considera como parte da mesma, embora registe idênticas características (mapa).
     Inicia-se em frente à praia de ria de Samil, em Vigo e em frente também ao Museu Verbum - Casa das Palavras (onde se levantavam os dorsais), seguindo depois para Sul. Após cerca de 1km, dá-se a volta, regressando-se ao local da partida, para se completar um círculo e se prosseguir de novo em direcção a Sul, tomando-se uma estrada nacional que acompanha a costa, ligeiramente afastada da mesma, pelo que o mar/a ria são uma companhia visual quase constante. O percurso decorre ao longo da referida estrada até cerca do km 14, no concelho de Nigrán, onde se vira à direita em direcção à praia América, a partir da qual se ruma directamente a Baiona pela estrada mais junto da ria, até terminar em frente à marina da referida localidade.
     É um percurso relativamente agradável à vista, essencialmente na parte final do concelho de Nigrán e na parte inicial do concelho de Baiona, onde há passadiços paralelos à ria para passeios pedonais ou de bicicleta.

Em termos técnicos, realça-se no percurso uma subida relativamente longa que, em grande parte da sua extensão, tem uma inclinação significativa - a mais inclinada que até agora encontrámos numa meia-maratona embora não a mais comprida [subida acumulada de 43m, ao longo de 1,3km, com uma inclinação média de 3,3%, entre o km 6,6 (3m altit.) e o km 7,9 (46m altit.)]. Outras subidas sucederam à referida, mas sem acrescentarem intensa dificuldade extra, que acabam até por ter um importante lado positivo, pois ajudam a que não se instale a desmotivante monotonia ao longo da prova.
     Por sua vez, a segunda metade do percurso praticamente não tem subidas, caracterizando-se por se desenvolver numa descida longa e de inclinação muito reduzida até ao final do concelho de Nigrán, até à ponte da Ramalhosa ("puente de la Ramallosa"), sobre um pequeno rio - o rio Minhor (rio "Miñor"), que separa Nigrán e Baiona. Os últimos 3,5km, desde que se entra no concelho de Baiona até à meta, decorrem em terreno plano. O gráfico do perfil de inclinações da prova encontra-se aqui
Aqui está o percurso da corrida, pronto para ser descarregado em inúmeros formatos.


De referir ainda quatro factos: dois bons e outros nem por isso...

  • O primeiro facto bom: embora não nos tenha parecido que a prova tenha despertado um intenso entusiasmo na comunidade extra-atletas, sobretudo na partida e na meta, ao longo da prova voltamos a assistir a aplausos e calor humano ao nível do que tínhamos encontrado no nosso Minho, na Meia-maratona de Viana, e que na Meia-maratona de Lisboa tínhamos sentido falta, excepto quando grandes grupos de curiosos se juntavam. Agradecemos às duas famílias que, morando por onde a corrida passava, forneceram mangueiras abertas junto à estrada para os atletas se refrescarem... Foram 5 décimos de segundo felizes!
  • O segundo facto bom: nesta prova, a organização fornecia um serviço que ainda não conhecíamos, a quem o tivesse solicitado na inscrição, que era o serviço de "guardarropa". Como não sabíamos o que era, pelo sim pelo não, e como não acarretava custo adicional, decidimos solicitá-lo, embora depois não tenhamos optado por usufruir dele, quer porque não tínhamos a certeza em que consistia, quer porque não precisávamos. Quando solicitámos o serviço, foi até na esperança de ser a disponibilização de um balneário com banho, mas este serviço consistia em fornecer ao atleta uma saca com o número do respectivo dorsal, para que ele, na zona da partida, metesse roupa e outros objectos que quisesse para depois levantar na zona da meta. Muito bem pensado este serviço, para se mudar de roupa ou, pelo menos, de camisola no fim da corrida.
  • Um dos factos menos bons: é sempre pena que um evento destes não inclua também uma mini-maratona e/ou uma caminhada, pois esse tipo de provas atraem imensa gente que vibra e faz festa e ajuda a que se crie um ambiente de maior entusiasmo... Todavia, dado que o percurso da meia-maratona não era circular, naturalmente compreendemos que seria muito mais complicado organizar uma prova de 6-7km concomitantemente com uma de 21,0975km, embora não impossível, se a tal prova começasse, por exemplo, em Nigrán, na Praia América, e os participantes seguissem, tanto quanto possível, pelos caminhos pedonais já existentes... Obrigaria, talvez, era ao corte ao trânsito da marginal de Baiona (para que os atletas da meia-maratona continuassem a ter, até ao fim, caminho separado dos participantes na caminhada) e, possivelmente, ao corte ao trânsito também do largo em frente à fortaleza de Baiona (para se ter espaço, na zona a seguir à meta, para o acréscimo de participantes).
  • O outro facto menos bom é relativo às casas-de-banho: embora houvesse casas-de-banho móveis junto do museu onde se levantavam os dorsais, eram em reduzido número (5 para homens e 1 para mulheres), tendo originado longas bichas e, na zona da meta, não havia nenhuma.



Quanto à ORGANIZAÇÃO DA PROVA, vamos analisá-la por partes, classificando cada ponto cuja análise se segue numa escala de 1 a 10:
  • Preço: 15€ pela inscrição parece-nos excessivo, tendo em conta as contrapartidas e também as provas em que já participámos antes (5v);
  • Inscrição: a inscrição foi efectuada por internet, no site da prova, de forma simples, tendo apenas dado origem a confusão o facto de o formulário de inscrição não ter devolvido uma resposta de confirmação. Para o pagamento, a organização disponibilizou o NIB de uma conta em Portugal, na CGD, de propósito para atletas portugueses. Após o pagamento, teve de se enviar por email a digitalização do talão que confirmava o mesmo, e a digitalização do BI/CC, embora o envio do documento identificativo apenas seja necessário da primeira vez em que se participa na prova, pois das vezes seguintes já constará da base de dados da organização. (8v);
  • Divulgação do evento: quanto à divulgação, não nos parece justo que façamos uma apreciação verdadeiramente global, pois decerto seria injusta (para o bem ou para o mal), dado que esta era uma prova em Espanha (ainda que na Galiza, que é vizinha da nossa região do Minho e que outrora estava sob a alçada da capital Braga e que hoje tem uma língua com as origens do Português) e, naturalmente, a divulgação decerto teve como público-alvo o público galego. Não obstante, e embora, como já foi referido, não nos tenha parecido que houvesse público entusiasmado com a prova (a não ser o simpático público que ia aplaudindo ao longo do percurso), a verdade é que a prova contou com muitos participantes (perto de 3000), o que decerto revela, por um lado, o amadurecimento de um evento que teve desta vez a sua 11ª edição e, por outro lado, acreditamos, revelará também o sucesso de uma divulgação que terá sido feita junto do público-alvo galego. Ainda que sem grande segurança, dado que a nossa opinião é apenas baseada em evidências que podem ou não resultar de um trabalho bem realizado (embora nos pareça que sim), atribuimos uma óptima classificação, de (8v);
  • Estacionamento: foi fácil, dado que chegámos cedo à zona da partida, e ficámos com um dos últimos lugares em frente à ria, mas outras pessoas não tiveram a mesma sorte, embora na verdade nos tenha parecido que não se viram obrigadas a estacionar a uma distância superior a 1km, ainda que não em lugares marcados mas em lugares "tolerados" em dia de prova (7v pelo estacionamento, embora nenhuma informação tenha sido fornecida);
  • Levantamento dos dorsais: efectuado num museu em frente à partida, não estava assinalado convenientemente na zona envolvente, porém foi extremamente fácil encontrá-lo e o levantamento dos dorsais decorreu sem bichas, até porque havia várias mesas de entrega, sendo que cada mesa encarregava-se dos dorsais de um certo intervalo de números e cada atleta via o seu número em folhas afixadas à porta. Não foi sequer preciso mostrar documento identificativo. Algo muito positivo relativamente aos dorsais: vinham com os nomes próprios dos atletas! É sempre porreiro que assim seja. Antes, apenas tínhamos tido dorsais com os nossos nomes na "1ª Corrida de Braga", e porque nos tínhamos inscrito numa primeira fase. É algo simples, mas fixe. (8v);
  • Animação em torno do local do evento: a animação, não sendo do nível da verificada em Lisboa nem mesmo da de Viana, era uma realidade, com um locutor a falar por colunas espalhadas ao longo da zona de partida. Parece-nos um ponto a melhorar e que facilmente poderá evoluir, por exemplo com música e com entrevistas. Talvez por a partida se localizar já na saída da cidade, ainda que numa zona de praia, e também talvez porque a prova apenas era constituída por uma meia-maratona e não também por uma mini-maratona e/ou caminhada, que atraem sempre muitos entusiastas menos preparados fisicamente e acompanhantes de atletas, não se sentia grande entusiasmo colectivo com o evento a não ser apenas por parte dos atletas. Na zona da meta, a animação era também algo reduzida, também com um locutor a ver os atletas a cortar a meta e a ir dizendo o nome de alguns (o Zé foi contemplado com tal honra). (5v);
  • Partida e Meta: a partida estava muito bem localizada, a meio de uma avenida larga (embora apenas uma via estivesse disponível, pois a via contrária fazia parte do percurso, que era circular numa fase inicial), mas não estava assinalada com um pórtico insuflável, apenas com uma corda cheia de bandeirinhas, que se via, mas praticamente só quando se chegava perto da mesma. Já na zona da meta, havia dois pórticos insufláveis... Embora o primeiro se encontrasse ao lado do percurso, apenas com a quase total aproximação ao mesmo era perceptível esse facto, pelo que confundia o atleta que, vendo-o ao longe, julgava ser a meta; felizmente, o segundo pórtico, que efectivamente era a meta, encontrava-se pouco depois, talvez a 200m (7v);
  • Abastecimentos: quanto a este ponto, a organização optou por fornecer apenas água (sem bebidas isotónicas nem fruta), nos kms 5, 10, 15 e 20 (conforme o plano) e, também de 5km em 5km, mas a partir do km 7,5 (e, depois, aos kms 12,5 e 17,5), deparámo-nos com uma novidade para nós (que, ainda que não extremamente profícua, agradecemos pela mesma, pois revelou-se de alguma utilidade), que foi o fornecimento de esponjas embebidas em água fresca, para os atletas de refrescarem na cabeça e pelo corpo abaixo, o que se revelou importante dado o calor e o sol que tão morenos nos deixou. talvez o ponto menos positivo a apontar à organização, dado que apenas foi fornecida água. Foi pena apenas ter sido fornecida água para beber mas, tirando isso, a organização mereceria uma muito boa nota neste campo!... Se... O final da prova estivesse organizado de outra forma: ao contrário das corridas a que já tínhamos ido, em que no final da prova são dadas aos atletas sacas com ofertas e com algo para beber e para comer, na Meia-maratona Vig-Bay, ao fim da corrida era fornecida comida e bebida, mas de uma forma muito desorganizada. Por um lado, imediatamente após a meta, havia logo garrafas de água (muito bem); por outro lado, mais à frente, num passeio em frente à fortaleza de Baiona, havia barraquinhas e balcões improvisados, cada um fornecendo algo diferente. Ora, com centenas de pessoas, não se sabia o que havia em cada posto e, para se chegar junto de cada um, tinha que se "furar" por inúmeros corpos suados (belhéque) e, em algumas, esperar um bom pedaço. Depois, havia que tentar a sorte no seguinte. Havia postos que forneciam (uma coisa em cada um): copo com 3 pedacinhos de quivi, bolo tipo pão de Deus sem coco mas sendo uma versão mil vezes pior e seca como se estivesse feito desde dias antes e fornecido sem condições visuais de higiene, copinho de pudim a imitar leite creme, donuts da Carte d'Or, água e Aquarius sabor natural (havia duas barracas para as bebidas, ambas fornecendo as duas bebidas). O Nuno lá se safou com dois donuts (esses, ao menos, vinham embalados), que foram os primeiros que provou, e com duas aquarius. O Zé provou qualquer coisita e também alinhou na Aquarius. Em suma, ninguém ficou sem restabelecer as energias, mas a forma de distribuição deixou muito a desejar. Pelos abastecimentos ao longo da corrida, atribuimos (8v); pelo que foi fornecido no fim da corrida, atribuimos (7v); pela forma de distribuição, atribuimos (4v); ainda assim, atribuimos, globalmente, com segurança, (7v);
  • Informação ao longo da corrida: foi boa, com cada quilómetro assinalado com uma bandeira bem visível, permitindo aos atletas controlarem o seu ritmo. Ao longo do percurso, vários escuteiros encontravam-se a meio da estrada, entre os dois sentidos, zelando pela organização. Não havia carros-cronómetro, mas para nós nem têm utilidade, pois controlamos o nosso tempo e e esforço (através da medição do ritmo cardíaco) com os nossos Sigma PC15, que já nos acompanham há anos. (7v);
  • Ofertas: aquando do levantamento dos dorsais, foi dada, a cada atleta, uma saca de ofertas. Em relação ao fornecido no fim da corrida, já foi discutido no ponto "Abastecimentos". Ora, tendo em conta o preço de inscrição pago (15€), a saca de ofertas deixou um pouco a desejar, pelo menos comparando com o que se verificou nas passadas meias-maratonas em Portugal. Todavia, a saca de ofertas não deixou de nos granjear com alguns itens que foram muito do nosso agrado, sobretudo os de insignificante valor mas de grande utilidade. A saca continha: uma folha com o programa do evento e com algumas informações (como as informações relativas aos autocarros que trariam de volta as pessoas a Vigo), 4 alfinetes [item que, embora possa parecer sem valor, devia ser fornecido em toda e qualquer corrida (nota: servem para pendurar os dorsais na camisola), o que deveras nos surpreendeu pela positiva, tal como o item seguinte], amostra de 4ml de gel de massagem para passar nos músculos após o exercício, um boné (e era bem porreiro, mas o Nuno correu com um boné de Portugal e o Zé gosta de tapar o sol com o cabelo), uma bonita camisola verde de correr aludindo ao evento, alguns papéis de publicidade, uma saca para os participantes meterem a roupa para usufruirem do já referido serviço de "guardarropa" e a própria saca que trazia as ofertas era porreita. Mas, e este é um "mas" muito forte!... Algo muito importante faltou!!! Não que devesse vir na saca das ofertas, mas faltou algo absolutamente importante (não pelo valor, mas pelo significado), que até esta vez sempre tínhamos tido quando cortávamos a meta: a acarinhada MEDALHA relativa à prova! Muito nos entristeceu não haver distribuição de medalhas e, por isso mesmo, em consciência não poderemos atribuir uma nota que não (6v).


1 - A camisola.























2 - O símbolo da camisola.
























  Embora não tenha sido um evento muito entusiasmante, a 11ª edição da Meia-maratona Vigo-Baiona de 11 de Abril de 2010 foi uma prova bastante interessante para se participar, com algumas novidades, sobretudo positivas. Foi bonita, teve momentos de muito sofrimento como sempre, mas momentos muito agradáveis também. Constituíu a primeira participação fora de Portugal, sendo a prova que, se puderem, os SB voarão alto, representando a nossa terra, as nossas gentes e a nossa forma de estar e de competir.
     Em 2011, provavelmente, será uma prova a repetir (se não jogar o Braga nesse dia, condição sine qua non para a participação em qualquer prova).

domingo, 21 de março de 2010

20ª Meia-maratona e Mini-maratona de Lisboa, de 21Mar2010 (1ª mensagem, de 3): CRÓNICA

No passado dia 21 de Março de 2010, os Suicidas Brácaros deram as boas vindas à Primavera de uma forma especial: participando na 20ª Meia-maratona de Lisboa e na respectiva mini-maratona!
     O contingente masculino, composto pelo Luís, pelo Nuno e pelo Zé derramou litros de suor ao longo dos 21,0975km da Meia-maratona e, desta vez, a Patrícia, a Marta e a Angela não puderam deixar de participar também no evento, na Mini-maratona de 7km!

Tempo: a Primavera trouxe consigo o que sempre se espera, um dia de temperatura agradável e sol. A temperatura estaria no intervalo de 18ºC-23ºC, dependendo da hora e da zona do percurso. Não estando muito calor, a prova decorreu sob raios solares intensos, tendo sido a primeira vez em meses em que os Suicidas Brácaros correram nestas condições, o que naturalmente teve alguma influência negativa na prestação, não pelo calor em si, mas pelo facto de os atletas ainda não estarem adaptados ao mesmo.

Percurso: os percursos da Meia-maratona e da Mini-maratona iniciam-se no mesmo sítio, terminam no mesmo sítio também mas, enquanto que o percurso da Mini-maratona segue o caminho mais curto entre a partida e a meta, o percurso da meia-maratona diverge do outro pouco depois de se sair da ponte 25 de Abril. A partida é na praça das portagens da ponte 25 de Abril, na margem esquerda do rio Tejo (a Sul de Lisboa), sendo que depois o percurso segue pela ponte até Lisboa e, a partir daí, decorre sempre nas vias marginais ao rio. Ora, ao fim da ponte, enquanto que a Mini-maratona segue directamente em direcção à foz, pelo caminho mais curto para o Mosteiro dos Jerónimos (onde se situa a meta), a Meia-maratona, pelo contrário, segue para montante do rio, passando em frente ao centro da cidade, até que dá a volta na zona da Ribeira das Naus, seguindo então depois no sentido da foz, passando alguns quilómetros além do Mosteiro dos Jerónimos, até que dá a volta na zona de Algés e dá volta, no sentido do referido local da meta.
     Em termos técnicos, do percurso não constam subidas, excepto na parte inicial, na ponte, uma subida de inclinação completamente negligenciável, que é mais que compensada com a descida da ponte para a marginal ao rio, a partir de onde decorre o percurso é totalmente plano.
     É um percurso com bastante beleza, e que permite realmente calcorrear vias impossíveis de percorrer a pé noutro contexto (sobretudo o troço da ponte 25 de Abril, que é de auto-estrada), pelo que constitui uma oportunidade única de apreciar perspectivas visuais surpreendentes, que até mereceriam muito mais vagar para apreciar convenientemente.
     Todavia, o facto de o percurso, após a ponte, decorrer por longas rectas sem inclinação, ainda que em locais bonitos, e reconhecendo que isso é um ponto positivo para a prova do ponto de vista de características de competição, a verdade é que causa a instalação de uma desmotivante monotonia, que nesta prova como em nenhuma outra das poucas em que já participámos se fez notar. Talvez a nós esse facto nos tenha afectado mais do que à generalidade dos participantes, talvez por sermos de Braga, onde treinamos ao longo de percursos imensamente variados, podendo fazer opções por percursos planos ou por percursos acidentados ou então por percursos urbanos ou rurais, enfim, podendo optar por percursos com imensas características diferentes... E, dado que realmente assim o fazemos, não estamos habituados a que se instale a monotonia, mas a verdade é que este é apenas mais um factor com o qual temos de contar e de saber enfrentar. 
Aqui está o percurso da meia-maratona, pronto para ser descarregado em inúmeros formatos.



   De referir ainda um facto...
  • Esta prova é uma festa, com tantos milhares de participantes. Porém, em consequência de haver tantos atletas, os primeiros 3km quilómetros de prova, até se passar a ponte, são percorridos de forma pouco eficiente, pois não obstante a ponte ser muito larga e com muitas faixas, tal largura não é suficiente para que tantos atletas, numa fase inicial em que ainda estão todos próximos, consigam correr ao seu ritmo, pois constantemente tem de se ultrapassar gente, por todos os lados, o que cansa mais (tem de se dar muitos sprints rápidos) e adia o encontro do ritmo de cada um.


Quanto à ORGANIZAÇÃO DA PROVA, vamos analisá-la por partes, classificando cada ponto cuja análise se segue numa escala de 1 a 10:
  • Preço: 12€ pela inscrição com antecedência, no primeiro período de inscrições, pareceria-nos adequado, tendo em conta as contrapartidas. No entanto, esta é uma prova que, tal como qualquer outra coisa, boa ou má, que se faça em lisboa ou porto, tem logo uma visibilidade extrema oferecida e tem imensos e poderosos patrocinadores. Como tal, o preço é um bocado carote, sobretudo se não nos tivéssemos inscrito meses antes, pois o preço para quem se inscrevia dias antes era de... 17€! E, o que verdadeiramente é tão caro que é ridículo é o preço para a mini-maratona, que era IGUAL ao da meia-maratona! É verdade que os participantes da mini-maratona recebiam as mesmas ofertas que os companheiros da meia-maratona, mas a meia-maratona envolve um percurso maior e mais rigor, logo mais custos também. Mas, olhando apenas ao encontro da procura com a oferta, até podia ser mais de 17€, pois eram cerca de 25000 participantes na mini-maratona. De qualquer modo, preço excessivo. (4v);
  • Inscrição: a inscrição tinha de ser efectuada através da impressão do formulário, que se preenchia e entregava numa agência do BANIF, juntamente com o respectivo pagamento. É um processo fácil, porém não tanto como se fosse por internet, como costumam ser as outras provas mas, claro, o processo decorre assim, provavelmente, por exigência do banco patrocinador.  (7v);
  • Divulgação do evento: a divulgação foi imensa, até porque qualquer coisa que se faça em lisboa ou porto tem logo as televisões todas a falar exaustivamente do evento, ao contrário da ostracização a que o resto do país é votado. Além disso, houve anúncios, mesmo televisivos, e incontáveis outras formas de divulgação. É uma organização imensa, com intenso profissionalismo, pois é uma prova a muitos níveis gigante. (9v);
  • Transporte: nesta prova, os participantes, no dia da prova, mediante a apresentação do respectivo dorsal, têm entrada gratuita no metropolitano e no combóio que atravessa o rio Tejo (e, provavelmente, em mais alguns transportes públicos). Até há carruagens suplementares do combóio só para os participantes, porque 30000 pessoas têm que ser transportadas até à partida em menos de duas horas, o que é uma tarefa árdua e gigantesca, mas que é eficientemente realizada.  (9v) ;
  • Levantamento dos dorsais: é efectuado na véspera da prova, numa grande tenda em junto do Museu da Electricidade (provavelmente, devido ao facto de a EDP ser um patrocinador), que se situa a algumas centenas de metros do Mosteiro dos Jerónimos. À entrada, os atletas encontram o seu nome em folhas que indicam o respectivo número do dorsal, para que o possam pedir. Foi um processo rápido, tendo sido entregue o dorsal numa saca de ofertas. Na mesma tenda gigante, havia diversas bancadas de patrocinadores. (7v);
  • Animação em torno do local do evento: a animação era uma realidade a que não se conseguia ficar indiferente, tanto na partida como na meta. Na partida, havia música animada e um locutor e, na meta, havia o mesmo e um grande colorido com tantos milhares de participantes. Ao longo da corrida, em alguns pontos, havia bandas que tocavam enquanto os atletas passavam... Umas com músicas mais animadoras do que outras, mas de qualquer forma, uma boa iniciativa. O povo de Lisboa, não tendo afluido em massa às tuas e avenidas do percurso, demonstrou-se simpático para os atletas, embora não com o entusiasmo verificado nas provas em que anteriormente participámos, no Minho. Todavia, o entusiasmo era forte por parte dos atletas, sobretudo dos da Mini-maratona, dado que muitos encaram a participação como uma festa, e era uma festa que se vivia desde a estação de combóios que deixava os atletas perto da partida até ao local da mesma com, por exemplo, atletas com concertinas animando todos os outros! Uma festa! (8v);
  • Partida e Meta: tanto a partida como a meta estavam muito bem localizadas. A partida, que tinha de ter espaço para cerca de 30000 pessoas, era a seguir às portagens da ponte 25 de Abril. A meta situava-se após a viragem da via marginal ao rio para o Mosteiro dos Jerónimos, numa rua relativamente larga, após a qual havia muito espaço em jardim e estrada para os milhares de pessoas que iam chegando. Ambas se encontravam bem sinalizadas, não deixando ninguém confuso. (8v);
  • Abastecimentos: os abastecimentos desta prova são os melhores que já vimos e que já ouvimos falar. Em primeiro lugar, há muitos abastecimentos. Em segundo, cada abastecimento tem água mas também bebidas isotónicas (ainda por cima, de vários sabores), o que é fantástico e... Muito necessário, pois embora não estivesse uma temperatura muito alta, o sol era muito intenso e os atletas depressa de desidratavam e consumiam as suas reservas de açúcar, pelo que podiam molhar-se com água (que depressa secava) e, no abastecimento seguinte, tomar uma bebida isotónica. Além disso, no último abastecimento, a anteceder o último quilómetro, eram fornecidas laranjas, partidas em quartos, o que é importante para algum reabastecimento nutricional... Mas mais importante seria que fossem fornecidas uns quilómetros antes. De qualquer modo, este é um ponto em que, mais uma vez, a organização tem que ser contemplada com uma nota muito positiva, e que revela também mais uma vez que esta prova é imensamente apoiada por patrocinadores.  (9v);
  • Informação ao longo da corrida: foi boa, com cada quilómetro assinalado com tabuletas, permitindo aos atletas controlarem o seu ritmo. Ao longo da ponte é que, com tantos atletas, não se viam as placas indicadoras da distância, se é que haviam, pelo que se poderia ter optado por colocar bandeiras em vez de placas, pelo menos nessa zona. Na zona em que o percurso da Meia-maratona divergia do da Mini-maratona, e em que os participantes na Meia-maratona tinham de virar à esquerda em vez de ir em frente, faltava uma sinalização desse facto mais visível, ainda que existisse alguma e estivesse uma pessoa a chamar... Quem se enganava. (7v);
  • Ofertas: aquando do levantamento dos dorsais, foi dada, a cada atleta, uma saca de ofertas. Tal saca de ofertas continha: a camisola evocativa do evento (fotos abaixo), uma muito útil mini-bolsa para colocar em volta do pulso ou do braço para levar uma chave ou algo idêntico, uma muito útil pequena faixa fluorescente de pôr em volta do ante-braço para correr à noite, uma bolsinha para levar o telemóvel em caminhada e duas revistas de desporto e bem-estar. A preceder a corrida, no caminho desde a estação onde o combóio nos deixava até à partida, estavam a oferecer bonés vermelhos (publicidade duma operadora de telemóveis), que foram extremamente úteis para milhares de pessoas. Quando os atletas terminaram a prova, foram para a bicha de um gelado (um simples Super-maxi... Saudades do Magnum de 2006) e, depois, tiveram uma saca de ofertas com: uma garrafa de água, uma garrafa de bebida isotónica, uma barra de cereais e um pacote de leite de 200ml (mais valia um sumo ou, então, leite chocolatado). Boas ofertas.  (8v).

1 - A frente da camisola.
























2 - O desenho da frente da camisola.
























3 - A parte de trás da camisola.
























4 - A medalha da Meia-maratona (a da Mini-maratona é igual, mas dourada).
























A Meia-maratona e a Mini-maratona de Lisboa constituem um evento divertido e muito porreiro de participar, repleto de animação. Não obstante, em termos estritamente desportivos, não ser a corrida que mais nos agrada, decerto voltaremos bastantes mais vezes a participar nesta prova e, sempre que possível, em ambas as provas!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

1ª Corrida de Braga, de 14Fev2010 (1ª mensagem de 3): CRÓNICA

No passado dia 14 de Fevereiro de 2010, os Suicidas Brácaros tiveram a felicidade de poderem participar numa prova oficial na sua própria terra: na 1ª edição da "Corrida de Braga" (cartaz aqui)
     Esta prova, que teria (mas não tinha) 10km, era a oportunidade para os SB se apresentarem a Braga e, para o fazerem em grande estilo, estrearam as suas camisolas oficiais! 
     Numa cidade de enorme importância como Braga, além das muitas tradições em termos de atletismo que tem (S.C.Braga incontáveis vezes Campeão Europeu de Estrada, organização da Taça dos Campeões Europeus de Corta-mato em Braga no início dos anos 90, etc) e com tantas centenas ou milhares de desportistas amadores, não se admitia que ainda não houvesse uma prova "em termos", direccionada a amadores e entusiastas! É certo que a cidade merecia, pelo menos, uma Meia-maratona mas... Dado que quase nada existia até agora, já foi óptimo realizar-se uma prova destas!... Ainda que organizada por uma empresa de Aveiro, a "Atletica Iberica Organizações Desportivas, Lda" (que julgamos ser a dona do site Atletas.net - praticamente o único sítio onde encontramos qualquer referência à prova) e ainda que praticamente sem divulgação.

Tempo: numa altura do ano fértil em chuva e frio, a chuva, no dia da prova, andou arredada de Braga... Porém, o frio fez-se sentir com muita intensidade, não tanto pela temperatura analisada isoladamente, mas pelo surpreendente vento gélido, de tremer. Embora se tenha tido sorte por não chover (conforme tinha acontecido nos dias anteriores), foi realmente difícil sentir um vento tão gelado que, nem antes nem depois desse dia, voltou a assolar Braga (e mesmo os concelhos vizinhos). De qualquer modo, se os atletas não apanhassem um resfriado, até estavam condições relativamente favoráveis à prática desta prova.

Percurso: quanto ao percurso da "1ª Corrida de Braga", antes de mais, há a registar uma infeliz situação a apontar à Organização, que não tem a ver com o percurso em si, que nos pareceu óptimo, mas com o facto de ter sido sempre divulgado que teria 10km e, depois, verificou-se que tinha apenas 9,2km! Ainda mais grave é, porque não seria difícil completar o percurso com mais 800m com ligeiríssimas perturbações ao trânsito (que, realce-se, nunca durariam mais de 1hora, num Domingo de manhã, de frio), e de seguida apresentamos algumas sugestões, que podem talvez ser aplicadas na segunda edição da prova: 
  1. Se a partida fosse dada na passadeira anterior (N 41º33.105  O 8º25.147, alt.195m), ganhar-se-iam 100m por volta, e continuaria a ter espaço para todos os participantes, mesmo que mais atletas houvesse.
  2. Se, em vez de se dar a volta acima da viragem para o Estádio 1º de Maio, junto da viragem para o Clube de Caçadores (N 41º32.329  O 8º25.102, alt.195m), se desse imediatamente após o separador central pintado que antecede a rotunda seguinte (N 41º32.174  O 8º25.396, alt.224m), ganhar-se-iam 1300m por volta, e as únicas complicações de trânsito seriam conceder 1 via (numa estrada com 4) para os carros que saíssem do Parque de Campismo em direcção a Nogueira e obrigar quem quisesse aceder ao Clube de Caçadores ou ao bairro do Picoto a tomarem tal percurso pelo Bairro Nogueira da Silva. Porém, nem tanto seria necessário pois, como não se precisaria de 1300m (ou 2600m), mas apenas de 800m para completar os 10km, se se desse a volta imediatamente antes do Parque de Campismo, ganhar-se-iam 740m por volta, ficando apenas a faltar 60m (se apenas de fizesse isso numa volta), que se completariam em qualquer lado, como por exemplo: alterando a partida; ou, na Avenida 31 de Janeiro, virando à direita no ponto (N 41º32.818  O 8º24.834, alt.175m.) e, depois, imediatamente à esquerda e, depois, à esquerda de novo para voltar à referida Avenida, ganhando-se 80m por volta e, portanto, diminuindo a necessidade de prolongar até ao Parque de Campismo o que foi antes referido (diminuindo também, desse modo, a inclinação).
  3. Outras hipóteses, como utilizando a Rua Beato Miguel Carvalho e a Rua da Restauração, etc.
     Obviamente, não sabemos porque é que o percurso não tinha 10km... Se por falta de cuidado, se por falta de vontade e, caso tenha sido esta última hipótese, se terá acontecido por culpa da Organização, se por culpa da Câmara Municipal de Braga ou até se por culpa da polícia. O que sabemos é que, se o percurso tinha 9,2km, devia-se anunciar isso mesmo e, isso, é culpa da Organização!

     Relativamente ao percurso propriamente dito, o mesmo consistia em duas voltas quase iguais ao circuito seguinte: "Av. Central - Av. da Liberdade - Largo de São João da Ponte - N101 até à viragem para o Clube de Caçadores - Largo de São João da Ponte - Rua de Santo Adrião - Rua Padre Francisco Almeida - Av. 31 de Janeiro - Senhora-a-Branca - Av. Central".
     Ao longo de algumas das principais avenidas da cidade de Braga, é um percurso bonito, sem monotonia (embora contemple a repetição do trajecto) e, não fôssemos nós de Braga, talvez tivéssemos lamentado não ter optado por participar na caminhada, para poder desfrutar verdadeiramente do percurso, ainda que não seja do mais atractivo que se poderia percorrer em Braga. Bonito percurso, na mais bonita e simpática das cidades!

     Em termos técnicos, refira-se que se desenrola em óptimo piso mas não é, todavia, fácil, na medida em que contempla diversas subidas e descidas que se sucedem umas às outras, sendo que apenas a Avenida Central constitui o troço plano (apenas cerca de 10% do percurso).
   Aqui está o percurso da corrida, pronto para ser descarregado em inúmeros formatos.


 De referir ainda quatro factos: um péssimo, dois maus e um bom...

  • O facto péssimo: dias após a realização deste evento, elementos dos SB passaram pelo local dos abastecimentos da prova e depararam-se com um cenário ABJECTO: dezenas e dezenas e dezenas de garrafas de água - as garrafas dos abastecimentos da prova - não tinham sido apanhadas e levadas para um ecoponto, mas encontravam-se na berma da estrada! É absolutamente CRIMINOSO que se conspurque a cidade de Braga desta forma! Não sabemos se a culpa é da Organização ou se é da C.M.Braga ou se de terceiros. O que sabemos é que o responsável devia reparar tal erro e pagar severamente por tal irresponsabilidade! ENORME VERGONHA E FALTA DE RESPEITO PELO AMBIENTE E POR BRAGA E PELOS BRACARENSES!
  • O primeiro facto mau: os (poucos) cartazes que a Organização colocou no centro do Centro da Cidade, na zona da partida e da meta, dias antes do evento para o promover, ainda lá continuavem semanas depois da prova! Fiquem a saber que o Centro de Braga não é nenhuma lixeira, por isso os Bracarenses exigem respeito. Além disso, uma palavra para o facto de tais cartazes, ainda por cima da forma como estavam colocados, não se coadunarem com a harmonia visual que deveria ser exigida naquela zona da cidade, mas este tipo de questões não são para aqui chamadas e o mal não era dos cartazes, era de quem deixa que o lindo centro do Centro da Cidade mais bonita se transforme num amontoado de tendas e cartazes.
  • O segundo facto mau: infelizmente, a Organização não providenciou casas-de-banho portáteis na zona da partida e da meta (apenas estava disponível, pareceu-nos, a casa-de-banho do INATEL, para a qual havia uma grande bicha e não havia informação sobre a mesma). Não compreendemos como não se pensa nisso ou, então, como se espera que as pessoas façam as suas necessidades no jardim. Pois assim tivemos que fazer, depois de esperarmos que um duo de polícias passasse. As mulheres, não sei como fizeram.
  •  O facto bom: nesta prova, quem se inscrevesse até o fim do mês anterior à prova, ou seja, até ao fim de Janeiro, teria o seu nome (primeiro e último nomes) imprimido no dorsal. É um gesto simpático, que só fica bem, e que todo o atleta gosta. Muito bem.
    


Quanto à ORGANIZAÇÃO DA PROVA, vamos analisá-la por partes, classificando cada ponto cuja análise se segue numa escala de 1 a 10:
  • Preço: 5€ pela inscrição, porque nos inscrevemos até ao fim de Janeiro (ainda que, mais tarde, tenham alargado a data até dias antes da prova) - se assim não fosse, seria 7€ - , não nos parece caro, até porque, como a divulgação foi mínima, não eram decerto esperados muitos participantes, pelo que seria difícil que o preço fosse menor. Porém, pedir o mesmo preço para se participar na caminhada, é despropositado!  (7v);
  • Inscrição e pagamento: a inscrição foi efectuada por email. Porém, a Organização não se demonstrou realmente muito organizada, dado que, não obstante nos termos inscrito atempadamente e indicando todas as informações pedidas, dias antes da prova recebemos um email da Organização pedindo-nos informação que já tínhamos facultado. Felizmente, não resultou em problemas no dia da prova. O pagamento foi efectuado por Multibanco e o comprovativo teve de ser entregue (não apenas mostrado) aquando do levantamento dos dorsais. Ora, o recibo do meu pagamento não me faz falta a não ser para a ocasião, porém é meu e só me deveriam pedir para ver ou para lhes facultar uma cópia.  (6v);
  • Divulgação do evento: a divulgação do evento efectivamente constitui um ponto em que a Organização leva mesmo má nota! Tivemos conhecimento do evento ainda em Janeiro, atempadamente, mas através do Emanuel Matos (um atleta de grande fibra, nosso conhecido, que corre pela "Triplagitada", em atletismo, ciclismo, duatlo e triatlo). Se assim não fosse, só teríamos sabido do evento se tivéssemos consultado o site, anteriormente referido, onde encontrámos referência à prova ou então, se tivéssemos passado a pé numa zona muito localizada do Centro da Cidade (perto da partida da prova), onde tínhamos visto meia-dúzia de cartazes alusivos ao evento. Não obstante tão má divulgação, pelo menos na net e junto da sociedade Bracarense, a prova ainda contou com cerca de 400 atletas na modalidade principal, entre os quais muitos galegos. Ponto muito negativo a apontar à Organização, mas também às entidades municipais, que teimam em descurar estes aspectos essenciais de vivência de comunidade!  (3v);
  • Estacionamento: o estacionamento foi fácil, dado que era uma manhã de Domingo, ainda por cima fria. Quem estivesse disposto a pagar bem para estacionar, teria sempre lugar no subsolo, junto à partida e à chegada; se não, teria de andar um pedaço, mas arranjava lugar. Todavia, a exemplo de todas as outras provas em que já participámos, também desta vez a Organização não considerou pertinente informar os participantes dos melhores sítios para estacionar, ainda que tal facto não seja, logicamente, grave.  (7v);
  • Levantamento dos dorsais: efectuado no edifício do INATEL, a 50m da partida. Só pecou por não estar devidamente assinalado como sítio de levantamento dos dorsais, mas decorreu rapidamente e sem problemas, no andar da entrada do referido edifício, que tem espaço suficiente. Quanto aos dorsais, nota positiva para o facto de terem o primeiro e o último nome de cada atleta... Embora só para os atletas que se tinham inscrito com antecedência! Todo o atleta gosta!  (8v);
  • Animação em torno do local do evento: em primeiro lugar, dada a falta de divulgação e o nulo apelo ao entusiasmo colectivo, naturalmente que a população em geral nem sequer soube do evento, quanto mais aliar-se ao mesmo. Não obstante, eram calorosas as reacções dos cidadãos que iam assistindo à passagem dos atletas, o que foi deveras importante, sobretudo nalgumas subidas de grande dificuldade! Além disso, na zona de partida/meta, algumas centenas de pessoas vibraram com o evento. Nesta zona, a animação era efectivamente uma realidade, pois a Organização providenciou música, animador e um palco com animadores de educação física para serem seguidos pelos atletas a fim de efectuarem o aquecimento. No fim da corrida, sob uma tenda insuflável, uma equipa de estudantes de um curso ligado à saúde de uma instituição universitária da região, estavam a fazer rastreios, o que não se enquadra em animação, mas não deixa de ter interesse e importância.  (6v);
  • Partida e Meta:  a partida situava-se a meio da Avenida Central, na passadeira que antecede o ponto em que a Rua de São Gonçalo atinge a referida avenida, seguindo depois pelo túnel em direcção à Avenida da Liberdade, que é percorrida em toda a sua longa extensão descendente. A partida estava, pois, muito bem localizada, a meio de uma avenida do Centro Histórico com duas vias, embora logo à frente o percurso de cingisse a uma via, mas apenas ao longo da descida do túnel. Estava assinalada com um bem visível pórtico insuflável. A meta situava-se a cerca de 200m da partida, em frente à Arcada, na Praça da República, imediatamente antes do chafariz redondo, entre os chafarizes "auxiliares" e estava assinalada com um bem visível pórtico e, ao contrário doutras provas, só havia mesmo um pórtico a assinalar a meta, o que é óptimo, pois não confunde o atleta! Também a localização da meta nos pareceu uma feliz escolha, dado ser no coração da Praça da República, num sítio bonito, agradável e espaçoso e que, além disso, oferece uma recta da meta de categoria, em passeio pedonal.  (9v) ;
  • Abastecimentos: a organização optou por fornecer apenas água, o que se compreende perfeitamente dado ter sido uma corrida quase sem apoios. A corrida contemplava dois abastecimentos. Como o percurso consistia na repetição de um circuito, ambos os abastecimentos se situavam no mesmo local: acima do Estádio 1º de Maio, onde se invertia a marcha. Porém, não é demais relembrar a incúria com que foi tratado o lixo de garrafas resultante do abastecimento, conforme foi acima descrito. Quanto à forma como os atletas recebiam em mão as garrafas de água, lamentamos que, nesta corrida como noutras, quem dá a água em mão não tenha já as mesas cheias de garrafas prontas a dar aos atletas (nem que arrumem as mesas mais para trás, para os atletas não terem a tentação de irem eles à mesa, correndo o risco de deitar tudo ao chão), provocando atrasos.  (7v);
  • Informação ao longo da corrida: ao longo da corrida, a informação quilométrica foi nula. Como o percurso consistia na repetição de um circuito, os atletas tiveram noção que iam a meio da corrida quando passaram junto da zona da partida e da meta. A corrida não era, todavia, sujeita a que os atletas saíssem do percurso, estando as viragens bem assinaladas, com alguém a indicar.  (6v);
  • Ofertas: quando os atletas terminaram a corrida, foi-lhes dada uma saca com ofertas. A mesma, incluía uma garrafa de água de 50cl, uma laranja, uma camisola de manga curta alusiva ao evento e a acarinhada medalha! Tendo em conta a reduzida dimensão da prova e os 5€ de inscrição, pareceu-nos  uma saca de ofertas equilibrada.  (7v).


1 - A camisola (parte da frente).






















2 - A camisola (parte de trás).























3 - A medalha.
























  A 1ª Corrida de Braga foi um evento que nos entusiasmou sobremaneira, por vários motivos: era na nossa terra, era a primeira corrida numa cidade ávida de eventos destes e com centenas ou milhares de praticantes, era um percurso que poderíamos treinar e que conhecíamos bem e era uma prova em cuja distância estávamos ansiosos por verificar até que ponto corresponderíamos positivamente em contexto oficial. 
     Esperamos que tenha sido a primeira de incontáveis edições e que as próximas sejam cada vez melhores e, sobretudo, que se corrijam os três graves erros: a descuidada limpeza das garrafas dos abastecimentos, a quase ausência de divulgação e a errada distância do percurso.
     Sem dúvida que, sempre que houver corridas deste género (entenda-se: feitas para os cidadãos normais, e não para profissionais) em Braga, os Suicidas Brácaros participarão!

domingo, 24 de janeiro de 2010

12ª Meia-maratona de Viana do Castelo, de 24Jan2010 (1ª mensagem de 3): CRÓNICA

No passado dia 24 de Janeiro de 2010, os Suicidas Brácaros, enquanto grupo, fizeram a sua estreia em provas oficiais, na Meia-maratona de Viana do Castelo. Foi também uma estreia absoluta para o Luís em provas deste género. O Nuno e o Zé já tinham participado em algumas, mas em tempos idos.

Tempo: num Inverno especialmente rigoroso, fomos presenteados com um excelente dia primaveril, magnífico para a prática desportiva! Algum frio matinal, mais provocado por uma leve brisa do que pela temperatura, que depressa foi esquecido.

Percurso: o percurso da Meia-maratona de Viana inicia-se e termina no centro da cidade e decorre paralelamente ao rio Lima, não lado a lado ao rio mas ao longo da Estrada Nacional que se dirige a Ponte de Lima. Na freguesia de Cardielos, dá-se a volta e retorna-se a Viana.
Longe de deslumbrar, é um percurso com alguma beleza, ou não estivéssemos na nossa Região do Minho, ao longo do qual se passa junto de alguns cafés, fora dos quais pequenos grupos de entusiastas aplaudiam os atletas, tendo sido os Suicidas Brácaros alvo de especial atenção dos tiffosi, não só pela classe passeada e estilo inconfundível, mas também porque o Zé sempre solicitava entusiasticamente, ao público, o merecido aplauso.
Em termos técnicos, é de referir que o percurso incluía algumas subidas (e respectivas descidas) relativamente acentuadas [subida acumulada de 141m, com uma subida acentuada de 2,5km, com uma inclinação média de 4,7%, entre o km 4,7 (8m alt.) e o km 7,2(61m alt.)], o que constituíu um entrave extra (embora não nos tenha surpreendido, pois previamente analisámos o percurso no GPSies e no Google Earth), mas constituíu também um desafio e uma animação extra numa prova longa. Receámos as subidas, custaram-nos a passar, mas não achámos que nos prejudicaram.
Aqui está o percurso da corrida, pronto para ser descarregado em inúmeros formatos.


A ORGANIZAÇÃO DA PROVA, de uma forma geral, correspondeu às nossas expectativas. Vamos por partes, classificando cada ponto, numa escala de 1 a 10:
  • Preço: 7€ pela inscrição efectuada com antecedência não nos pareceu excessivo (8v);
  • Estacionamento: foi fácil, dado que conhecemos Viana e logo nos dirigimos para o Campo da Agonia, um imenso espaço repleto de lugares vazios ao Domingo de manhã, e a menos de 1km da partida (9v pelo estacionamento, mas classificação final de 8v, pois tal informação não foi fornecida);
  • Levantamento dos dorsais: efectuado numa escola junto da partida, não estava assinalado convenientemente, porém já sabíamos que era à escola que nos tínhamos que dirigir e foi fácil seguir o amontoado de gente. Não foi preciso esperar muito e decorreu sem problemas (7v);
  • Animação em torno do local do evento: era efectiva, sentindo-se algum entusiasmo colectivo com o evento. Havia um animador de serviço que se ouvia pelas colunas e chegou a entrevistar alguns convidados e participantes (7v);
  • Partida e Meta: localizavam-se em locais diferentes mas próximos, ambas bem localizadas, a meio de avenidas e assinaladas com pórticos insufláveis. Havia partidas diferentes para a Meia-maratona e para a caminhada. Contudo, realça-se de negativo o facto de, na zona da meta, haver mais do que um pórtico insuflável, o que confundia o atleta, que corria o risco de pensar que tinha terminado após o primeiro, quando assim não era (8v);
  • Abastecimentos: talvez o ponto menos positivo a apontar à organização, dado que apenas foi fornecida água. Pela nossa pouca experiência, esperávamos que os abastecimentos incluíssem também bebidas isotónicas e alguma fruta (metades de laranjas e bananas), o que não se verificou. Compreendemos que, para tal, a organização precisaria de gastar mais dinheiro mas, tendo em conta que a saca de ofertas incluía uma bebida isotónica, somos da opinião que a mesma nos teria sido muito mais útil entre os 10km e os 15km da corrida do que no fim. Todavia, havia vários abastecimentos, o que é um ponto deveras positivo, dado que nenhum atleta decerto terá sentido sede (embora na parte final talvez tivesse faltado mais um ponto de água) (6v);
  • Informação ao longo da corrida: foi boa, com cada quilómetro assinalado com uma pequena tabuleta, permitindo aos atletas controlarem o seu ritmo. Ao longo do percurso, vários escuteiros encontravam-se a meio da estrada, entre os dois sentidos, zelando pela organização. De vez em quando, passava um carro-cronómetro (7v);
  • Ofertas: a saca de ofertas era, tendo em conta o preço de inscrição, recheada. Incluía uma camisola branca de algodão de manga comprida, uma camisola de atleta com inscrições alusivas à corrida, a acarinhada medalha, água, uma bebida isotónica, um sumo, um leite chocolatado, uma régua e julgamos que mais nada, se bem nos lembramos e, a seguir à recepção da saca, recebia-se uma garrafa de vinho verde branco de marca "Manuela Machado", que serviu bem para fazer uns assados (que trocaríamos de bom grado por uma bebida isotónica ou uma meia laranja a meio da corrida, mas temos consciência que uma coisa não permitiria ou invalidaria a outra). Faltou, porém, algo que comer, como uma barrita. Mas, repita-se, foi uma boa saca de ofertas. (7v).


1 - A camisola de atleta (parte da frente).






















2 - A camisola de atleta (parte de trás).























3 - A camisola branca de manga comprida (parte da frente).





















4 - A camisola branca de manga comprida (símbolo na parte da frente).























5 - A camisola branca de manga comprida (desenho na parte de trás).
























6 - A medalha.
























  Em suma, foi muito bom participar na Meia-maratona de Viana do Castelo de 24 de Janeiro de 2010. Em 2011, decerto repetiremos!